O estado de Roraima continua recebendo grupos de refugiados vindos da Venezuela. De acordo com fontes das forças tarefas envolvidas na recepção das famílias venezuelanas, o estado recebe um número cada vez maior de imigrantes que querem escapar da crise política e humanitária de Nicolás Maduro.

O número de imigrantes que cruzam a fronteira do Brasil com a Venezuela é expressivo. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), estima-se que cerca de 800 imigrantes cruzam a fronteira do Brasil, Pacaraima, diariamente. Atualmente, vivem na capital de Roraima 40 mil, ou seja, são muitas pessoas vivendo de forma provisória e em condições de dificuldade.

Atualmente, a cidade de Boa Vista conta com 5 abrigos cheios, com o número de 2,2 mil moradores. Na terça feira, 24 de abril, as forças tarefas retiraram da Praça Capitão Clóvis, localizada no centro de Boa Vista, cerca de 300 venezuelanos. As pessoas foram levadas para um abrigo temporário no bairro Mecejana, na zona oeste do município.

Os homens do exército ligados à Força Tarefa Logística Humanitária, começaram os trabalhos cedo, às cinco e meia da manhã. Muitos moradores ficaram assustados com a movimentação do exército logo cedo pela manhã, mas logo em seguida a situação foi esclarecida e o trabalho começou a ser realizado.

Além do Exército Brasileiro, também participaram da força tarefa, o Alto Comissariado da ONU para Refugiados, aeronáutica e a Prefeitura de Boa Vista.

Vinte dias antes do recolhimento das famílias venezuelanas, a praça onde se encontravam foi cercada com tapumes pela Prefeitura de Boa Vista, a justificativa do município girava em torno do fato de o local ser reformado.

A decisão de retirar as famílias da praça foi tomada em boa hora, pois as pessoas que ali estavam sofriam há alguns dias com fortes chuvas.

Além disso, muitas famílias têm crianças pequenas, as quais precisam de um cuidado mais atencioso. As pessoas acreditam que o melhor é ir para um abrigo, para que tenham condições mais dignas.

Pessoas como a venezuelana, Leomaris Moreno, de 20 anos, acreditam que decisão foi tomada em boa hora, pois ela vivia na praça há 3 meses com um filho de colo, e estava sofrendo muito com as chuvas dos últimos dias.

Apesar do susto ao ver os soldados do exército brasileiro logo cedo pela manhã na praça, os imigrantes receberam café da manhã antes de serem levados em ônibus fretados. Além disso, as pessoas que se encontravam na praça, tiveram as bagagens revistadas e etiquetadas.

Embora a situação continue muito complicada, em relação ao fato de os venezuelanos estarem migrando para o Brasil, os governo brasileiro junto ao estado de Roraima e a prefeitura de Boa Vista, estão tomando todas a providências cabíveis.

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