Dom José Ronaldo (61), que foi preso por supostamente desviar mais de 2 milhões de reais da Diocese de formosa, em Goiás, foi solto da prisão onde estava na última terça-feira (17) e decidiu falar sobre os 30 dias em que ficou atrás das grades, nesse domingo, (22), principalmente sobre um suposto grupo que, de acordo com D. Ronaldo, estaria fazendo complô contra ele desde 2017. Ele fala das duas vezes em que foi obrigado a ficar quase que completamente nu na frente de policiais e companheiros de cela, para a revista de presos.

Thiago Wenceslau, que é Padre e também foi preso juntamente com D.

Ronaldo, chorou e ainda chora nas missas de Formosa quando lembra de todo o episódio. Em entrevista, o religioso contou que as missas continuam cheias. Ele, D. Ronaldo, dois empresários, mais três padres e um monsenhor foram todos presos na Operação Caifás, acusados de desviarem dinheiro das paróquias e, também, de supostamente estarem fazendo falsidade ideológica envolvendo os fiéis da diocese de Formosa em Goiás.

“Há um pequeno grupo que pretende me afastar, por discordar de meu estilo e de minha orientação pastoral”, disse. D. Ronaldo contou que foi literalmente ‘massacrado’ e acusado gravemente sem provas.

Para ele, esse método de acusação é absurdo e precisa ser revisto, antes de mandar alguém para atrás das grades.

A prisão foi fruto de denúncias

Ronaldo administrou 33 paróquias pertencentes a diocese de Formosa, em Goiás. São 23 municípios e mais de 400 mil fiéis católicos que tinham o seu dízimo administrado pelo até então bispo Ronaldo. De acordo com o promotor Douglas Chegury, a investigação feita pela polícia foi iniciada depois de uma denúncia feita por 30 fiéis, que denunciaram, através de documento escrito, que estaria acontecendo desvios de grandes quantias em dinheiro da diocese, feitas pelo bispo Ronaldo.

Esse grupo, que D. Ronaldo acusa de formação de complô contra ele, levou provas coletadas para a polícia que consta do ano de 2017 até o corrente ano. Houve denúncia, inclusive, de que D. Ronaldo teria comprado uma lotérica com o dinheiro desviado, fato esse que o bispo negou na entrevista.

Bispo diz que saiu fragilizado da cadeia

Quando saiu do presídio, Dom Ronaldo foi direto para a residência episcopal – ele estava sendo esperado na Casa do Clero – porque o religioso explicou que a sua casa não era àquela (a Casa do Clero serve de moradia para padres idosos e doentes, e D.

Ronaldo estaria fragilizado depois de 30 na prisão). “Vim para cá, porque esta é minha morada. Eu ainda sou bispo de formosa, embora afastado”, conta o religioso.

A justiça ainda não decidiu o que acontecerá com D. Ronaldo, mas ele permanecerá fora do cargo que ocupou até uma decisão final. Além disso, caso seja absolvido, D. Ronaldo também terá que contar com a aprovação do Papa Francisco sobre a possibilidade de ele retornar a comandar a diocese de Formosa ou não. D. Ronaldo conta que esta recebendo o apoio de muitos fiéis, porém, de acordo com ele, existem muitas pessoas que com a intenção de afastá-lo por completo do cargo em que ocupou.

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