O policial militar Lutercio Galiza de Souza Filho, de 32 anos, foi assassinado com diversos disparos de armas de fogo. O caso foi registrado no início da tarde dessa terça-feira (3), no bairro de São Roque, que fica localizado em Queimados, interior da Baixada Fluminense, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

De acordo com informações sobre o caso pela Polícia, um carro emparelhou com o de Galiza e os ocupantes perceberam que ele era policial. Em seguida, realizaram diversos disparos contra o soldado da PM, que não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

Após o crime, os envolvidos no assassinato empreenderam fuga sem levar nenhum objeto pessoal do militar.

Viaturas da Polícia Militar isolaram a área para que os peritos da Polícia Civil pudessem realizar os procedimentos necessários no local. Segundo informações, o veículo do policial foi atingido por cerca de 14 disparos. A polícia não descarta a possibilidade de Galiza ter sido executado pelo fato dos criminosos não levarem nada.

Até o fechamento deste artigo, nenhum dos autores dos disparos foi localizado.

De acordo com o 24ºBPM (Queimados), o agente era lotado na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Rocinha e estava há três anos na corporação. A polícia tentará buscar imagens de câmeras de monitoramento na região na tentativa de conseguir pistas dos assassinos.

No dia anterior a esse crime, na segunda-feira (2), outro policial militar, o subtenente Marcílio Ferreira, de 54 anos, foi morto ao lado de sua esposa enquanto abastecia o carro em um posto de combustíveis em Campinho, Zona Norte do Rio.

Os envolvidos no crime, que são menores de idade, foram localizados e apreendidos. Desde janeiro, 32 policiais militares foram assassinados no Estado.

Por que os policiais estão morrendo no Rio de Janeiro?

Atualmente, a cidade do Rio de Janeiro possui mais de 100 comunidades, com a maioria sendo controlada pelo tráfico de drogas. Para reprimir esse tipo de crime, operações semanalmente precisam ser realizadas, mas a polícia não está com estrutura para combater o crime na cidade.

Com isso, os criminosos continuam traficando diariamente, sem medo de serem presos. Além disso, o Estado passa por uma grande crise financeira, que acaba atingido diretamente algumas áreas importantes, como a da educação, saúde e segurança pública.

O atual governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (MDB), conseguiu que o presidente Michel Temer decretasse intervenção federal para que homens do Exército pudessem reforçar aa segurança no Estado, principalmente na cidade do Rio, já que a polícia não está dando conta.

A intervenção teve início há quase 40 dias, mas boa parte dos cariocas afirma que a presença dos militares do Exército não inibe os criminosos de continuarem com os Crimes.

Diariamente, são registros tiroteios entre quadrilhas ou confrontos com a polícia.

Siga a página Polícia
Seguir
Não perca a nossa página no Facebook!