O Ministro Extraordinário de Segurança Pública, Raul Jungmann, afirmou nesta segunda, durante entrevista para a rádio CBN, que Marielle Franco, vereadora do Rio de Janeiro assassinada em 14 de março junto com o motorista, Anderson Pedro Gomes, a hipótese de atuação de milicianos no envovimento do assassinato, que completou um mês neste sábado (14).

Segundo Julgmann, várias frentes de atuação foram exploradas pela polícia, mas durante as investigações, a principal suspeita, devido a informações e depoimentos, apontam as principais suspeitas sobre milícias do Rio de Janeiro.

Oito equipes compõem a frente que investiga o caso, que tem sofrido pressão da sociedade em da imprensa para que seja desvendado os reais motivos para o crime. Até agora não foram identificado mandantes do crime e nem os executores.

Vereadora e militante, Marielle morreu após evento com mulheres negras no Rio

Marielle Franco foi morta na noite do dia 14 de março, após participar de um evento no bairro da Lapa, com diversas representações negras.

A vereadora, que estava acompanhada de uma assessora e o motorista, teve o carro alvejado por pelo menos 13 tiros, que atingiu Marielle e Anderson, que dirigia o carro. A assessora teve apenas ferimentos leves e não foi atingida.

Franco foi atingida com quatro tiros na cabeça e Gomes por três tiros nas costas. Ambos morreram na hora. Imagens de câmeras de segurança espalhadas pelo trajeto percorrido por eles mostram um carro seguindo o veículo em que Marielle estava. Na hora da execução, as imagens não foram gravadas, já que havia um ponto cego, impedindo a gravação de imagens da ação dos assassinos.

Manifestações no Brasil e no mundo pedem justiça e uma resposta nas investigações

Diversos atos de apoio e homenagens a Marielle Franco e Anderson Gomes tem sido realizados no Brasil e no mundo, cobrando da polícia uma resposta sobre quem são os assassinos, além de atos de luta e resistência pelos direitos humanos. Atos no Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Fortaleza e em cidades nos Estados Unidos, Portugal, Itália e Canadá realizaram homenagens e orações para a vereadora.

Com o questionamento "Quem matou Marielle?", uma campanha vem sendo realizada por diversas frentes políticas, organizações não governamentais, movimentos sociais e a sociedade em geral em busca de resposta. Um mês após o crime, a polícia ainda não chegou a um responsável concreto pelo ato.

Não perca a nossa página no Facebook!
Leia tudo