Após mais de vinte e dois anos foragido das autoridades da Austrália, Christopher John Gott. de 63 anos, foi encontrado no Brasil após ter sido atropelado na orla de Copacabana, em janeiro deste ano, junto com outras 16 vítimas. Gott foi condenado por Pedofilia na Austrália, onde foi acusado de abusar de pelo menos 17 crianças e adolescentes naquele país.

Nascido na cidade de Melborne, Christopher trabalhava como professor até 1994, na cidade de Darwin, onde atuava com alunos do ensino médio, quando foi preso e condenado a seis anos, obtendo liberdade condicional após apenas dois anos.

Após isso, fugiu do País.

O atropelamento, que causou grande comoção no Brasil, foi provocado pelo motorista Antônio de Almeida Anaquim. de 41 anos, que alegou à época ter sofrido um ataque epiléptico, que teria o feito perder o controle do veículo.

O Australiano encontra-se desde o acidente em coma no Hospital Miguel Couto no Rio de Janeiro. Segundo funcionários do local, é muito improvável que o quadro do paciente se altere e Gott se recupere.

No Brasil há mais de 20 anos, Christopher trabalhava como professor de inglês e morava em Copacabana, onde foi vítima do atropelamento. Segundo o jornal The Australian, Gott foi professor em uma escola internacional brasileira na capital fluminense, informação não confirmada pela embaixada Australiana no Brasil, que recusou-se a dar informações sobre o caso.

Ao dar entrada no Hospital, os funcionários verificaram que Gott possuía passaporte australiano em nome de Daniel Marcos Philipis e comunicaram a embaixada daquele país que após algumas investigações verificaram que nenhum cidadão australiano havia sido encontrado com esse nome.

A polícia Federal Australiana foi acionada e passou a investigar, concluindo que o passaporte encontrado com a vítima de atropelamento era falso e passaram a buscar a real identidade do paciente.

Através das digitais obtidas no Brasil e enviadas as autoridades da Austrália, a identidade do cidadão australiano foi confirmada como sendo de Gott, procurado naquela país por crime sexual há mais de 22 anos.

Em casos como esse, as autoridades brasileiras avaliam um eventual pedido de extradição verificando o enquadramento no ordenamento jurídico brasileiro. Após análise positiva, o pedido é encaminhado ao Supremo Tribunal Federal, que deferindo o pedido repassa ao poder Executivo, que passa a ser o responsável pela autorização de extradição.

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