O adolescente N.H., de 13 anos, cometeu suicídio na quarta-feira, 24, ao pular do segundo andar da escola em que estudava, na cidade de Ipatinga, em Minas Gerais. Segundo alunos do 8º ano do ensino fundamental da Escola Criativa, o garoto sofria bullying e permanecia isolado dos demais colegas, enfrentando quadros de depressão.

No dia do ocorrido, o jovem estava inquieto e nervoso, discutindo com outros alunos, o que levou a professora, durante a aula de matemática, a retirá-lo da sala por mau comportamento.

Saindo para o corredor, o estudante pulou o muro de proteção que dava para uma queda de cerca de 12 metros.

O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi acionado e encontrou o aluno ainda com vida, mas ele não suportou a gravidade dos ferimentos, vindo a falecer ainda no local.

N.H. era vítima de provocações frequentes por ter um jeito afeminado e ser mais reservado. Um dos alunos relatou ao site de notícias BHAZ que acredita ser o bullying uma das motivações para a atitude do garoto.

A depressão e o suicídio de jovens têm aumentado significativamente em todo o mundo e no Brasil não é diferente.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, o número de suicídios entre indivíduos de 15 a 29 anos passou de 6.780 para 11.736 de 2000 a 2016, sendo a quarta principal causa de morte entre mulheres e homens no país.

É importante entender que, normalmente, o suicídio não tem uma motivação única e que a pessoa que atenta contra a própria vida e considera o ato mais de uma vez antes do suicídio propriamente dito. Obviamente, não foi o fato de a professora dar uma advertência ao garoto que o fez pular do corredor, nem a discussão com os colegas de sala naquele dia, mas toda uma vivência envolvendo provocações constantes e a própria maneira como N.H.

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as recebia e as percebia em sua mente.

Segundo alunos, o jovem já havia falado sobre sua depressão e a possibilidade de tirar a própria vida antes, um sinal de que aquilo poderia acontecer. Ademais, mesmo sabendo das tendências de N.H., a imprevisibilidade de quando uma pessoa pode tentar se matar faz com que, sempre, o suicídio seja uma triste surpresa para quem convive com o sujeito.

O relato de que o aluno estaria inquieto e nervoso na quarta-feira mostra como é possível identificar pistas de que algo mais drástico acontecerá se prestar atenção ao comportamento e passar a ler os corpos com maior atenção - um tipo de preparo que falta no processo de formação de professores e profissionais da Educação e que poderia trazer múltiplos benefícios.

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