Em entrevista ao site do jornal capixaba Gazeta Online, a advogada Milena Freire, quer representa o pastor Georgeval Alves [VIDEO], afirmou que a esposa dele, a pastora Juliana Salles, acredita na inocência do marido. Na quarta-feira (23), em uma entrevista coletiva, a Polícia Civil de Linhares (ES) informou detalhes de como os crimes contra as crianças foram praticados.

Segundo as investigações, Alves teria abusado do enteado Kauã Salles, de 6 anos, e de um dos filhos, Joaquim Alves, 3 anos [VIDEO]. Após o abuso, o pastor, de acordo com a polícia, assassinou as crianças e ateou fogo na residência na tentativa de simular um acidente.

Ainda segundo as investigações, a pastora Juliana não foi indiciada no inquérito.

Transferência do pastor

Milena questionou o sigilo do processo e classificou as informações repassadas pela polícia como absurdas, assim como a forma como foram expostos a família e os advogados de defesa.

Milena também falou sobre a transferência do pastor para o presídio de Linhares. Ele deverá ser isolado dos demais detentos, em uma ala para os presos acusados de crimes sexuais. No momento, o pastor está detido no Centro de Detenção Provisória de Vianna II e, por enquanto, deverá permanecer no local.

Após revelação dos crimes pastor é ameaçado de morte

Após serem informados dos crimes praticados pelo religioso, alguns detentos do Vianna II começaram a fazer ameaças a Alves, o que teria causado receio no religioso e demais colegas de cela.

Um carcereiro, que não teve o nome divulgado, foi alocado para a área destinada aos detentos com menor periculosidade.

Segundo informações, a ala onde o pastor está detido é destinada ao detentos acusados de não pagar pensão alimentícia, acusados por crimes da Lei Maria da Penha e detentos com curso superior.

As celas contêm dois beliches a abriga de dois a cinco detentos. O pastor Alves divide espaços com médicos presos durante a Operação Lama Cirúrgica, que foi deflagrada em janeiro passado. Desde que chegou ao presídio, o pastor sempre alegou inocência diante dos demais detentos e mantém a versão de acidente.

Segundo informações, o religioso mantém-se em silêncio quase o tempo todo e na maioria das vezes costuma ler a Bíblia. Em algumas ocasiões, ele chegou a realizar orações juntos com os companheiros de cela.

Um carcereiro do CDPV II afirmou que surpreendeu-se com a tranquilidade do religioso e reiterou que os demais acusados pelo mesmo tipo de crime não costumam manter a mesma tranquilidade.