Aos poucos as causas do incêndio, seguido de desabamento do edifício Wilton Paes de Almeida, no centro de São Paulo, na madrugada do dia 1º de maio, vão sendo esclarecidas. Por enquanto o Corpo de Bombeiros trabalha com a hipótese do desaparecimento de quatro pessoas, uma delas é um rapaz que estava sendo resgatado no momento em que a edificação de 24 andares veio abaixo. As outras possíveis vítimas são uma mulher e seus dois filhos gêmeos.

O depoimento de uma testemunha ajudou as autoridades a elucidar as causas do incêndio.

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Segundo ela, um curto-circuito em uma tomada, onde estava ligada geladeira, micro-ondas e televisão, deu início ao fogo. A versão foi ratificada pela Secretaria de Segurança Pública do Estado. “Começou na instalação que nós tínhamos, que lá os fios é tudo emendado”, disse em depoimento Walkiria Camargo dos Nascimento, sobrevivente da tragédia. “Aí, de repente, tava aquela fogarão atrás da geladeira”, contou a mulher. Ela ainda revelou que este não foi o primeiro curto-circuito que ocorreu no local e que há um ano ocorreu um curto de melhor escala.

Todos dormiam na hora que o fogo começou. Ela pegou seu filho de dez meses e correu para a rua, enquanto que seu marido salvou a filha de três anos, mas eles foram atingidos pelo fogo. Ele teve queimaduras em 75% do corpo enquanto que a criança segue internada na UTI do Hospital das Clínicas.

O Secretário de Segurança Pública, Magno Alves, negou que tivesse havido briga de casal, como chegou a ser especulado, e confirmou que o fogo começou por conta do excesso de aparelhos ligados na mesma tomada.

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“Não foi briga de casal. Essa tomada ligava três aparelhos.”

O relato da moradora é semelhante é semelhante ao de outras pessoas que estavam no prédio, que afirmara que foi no quinto andar onde as chamas começaram. Um jovem que passava em frente ao prédio gravou o momento em que as chamas ainda estavam no início. Nele é possível ver o fogo ainda no quinto andar e algumas pessoas correndo para a rua.

Roupas foram encontradas

Os trabalhos de buscas dos desaparecidos do desabamento continuam de forma intensa, agora com a utilização de máquinas pesadas.

Na manhã desta sexta-feira (4), foram encontradas roupas intactas em meio aos escombros. Imediatamente as máquinas tiveram suas atividades interrompidas e o trabalho passou a ser manual, porém nenhuma vítima ou vestígio foi encontrado, apenas alguns botijões de gás.

A localização desses botijões indicou que naquela região havia pessoas morando, então seguiram-se as buscas de forma manual. A cada hora que passa, as chances de encontrar alguém com vida vão desaparecendo e, após quatro dias de buscas, as possibilidades de que isso ocorra torna-se bastante reduzidas.

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Por conta das dificuldades na realização dos trabalhos, o prazo para a retirada de todo o material subiu para nove dias.

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