No início desta noite (01/05), o Corpo de Bombeiros de São Paulo atualizou o número de pessoas desaparecidas e que, possivelmente, estão debaixo do escombros do prédio que desabou em função de um incêndio nesta madrugada no centro de São Paulo. O porta-voz da corporação, capitão Marcus Palumbo, informou que são 34 os desaparecidos. Inicialmente o número era de 45, mas 11 pessoas já se apresentaram.

Os nomes dos moradores do prédio constam de um cadastro feito pela prefeitura, embora não haja confirmação de que eles estivessem no local quando ocorreu o incêndio.

Publicidade
Publicidade

Somente um homem, que estava sendo salvo pelos Bombeiros durante o incêndio, foi confirmado como desaparecido. O prédio estava ocupado irregularmente por 146 famílias, num total de 372 moradores.

Mesmo sem a confirmação do número de desaparecidos, o Corpo de Bombeiros informa que os procedimentos de busca serão mantidos. Palumbo acrescenta que as buscas estão sendo realizadas considerando que as vítimas podem estar com vida. Uma equipe de 100 bombeiros trabalhará no resgate madrugada adentro.

As equipes chegaram a usar cães farejadores, mas em função do barulho e da fumaça não houve resultados nas buscas.

O capitão informou que de agora em diante a área será separada em quadrantes para facilitar as buscas. Aparelhos pesados, como retroescavadeiras, serão usados somente 48 depois do incêndio. De acordo com os bombeiros, a retirada dos escombros deve levar pelo menos uma semana.

Investigação das causas

Ainda nesta terça-feira o Ministério Público do Estado de São Paulo determinou a investigação das causas do incêndio e a autenticidade dos relatórios técnicos dos órgãos públicos responsáveis pela manutenção e fiscalização do edifício.

Publicidade

No dia 24 de agosto de 2015 a Promotoria de Habitação de Urbanismo já havia instaurado um inquérito civil para investigar riscos oferecidos pelo imóvel aos seus habitantes. Com o inquérito foi arquivado, em decorrência do incêndio, o Ministério Público (MP) determinou a reabertura do caso.

O promotor Marcus Vinícius Monteiro dos Santos, da promotoria de Habitação e Urbanismo, arquivou o inquérito com base em um laudo de vistoria da Defesa Civil que afirma não ter constatado anormalidades que resultariam em risco no prédio, apesar das instalações elétricas e o sistema de combate de incêndio não estarem de acordo com as normas.

Segundo com o MP, a Secretaria do Patrimônio Público da União, em parceria com a prefeitura de São Paulo, estava planejando a retirada dos ocupantes do prédio em ação de reintegração de posse. Em nota, o MP informou que a retirada das famílias era objeto de ação específica de reintegração de posse desde 2014.

Leia tudo