Em ato contra o aumento do preço do diesel, caminhoneiros de todo país estão parados há seis dias consecutivos. A greve da classe, que prometia desestabilizar a economia do país caso se estendesse, já tem afetado outros setores, que estão direta ou indiretamente ligados à atividade dos caminhoneiros. Na quinta-feira o Governo tentou um acordo, que foi negado por representantes da classe, que seguem firmes em suas manifestações, tendo cada vez mais o apoio da população e de outras categorias de trabalhadores.

Em todo Brasil os reflexos das paralisações são visíveis. Os postos de gasolina, por exemplo, em sua grande maioria já estão sem combustível. Bem como os supermercados, que já começaram a ter problemas com desabastecimento de mercadorias, o que acaba refletindo no dia a dia do consumidor. Em várias cidades, principalmente nas capitais, houve drástica diminuição nas frotas de ônibus em circulação, o que afeta trabalhadores que dependem do transporte público para chegarem até seus trabalhos. Deste mesmo modo indústrias e o comércio acabam também suas atividades prejudicadas ou até mesmo suspensas nesse período.

Entenda a greve

Na segunda-feira (21/05), caminhoneiros autônomos (não ligados a transportadoras), entraram em greve contra o alto custo do diesel. O que tem acontecido é que, a partir de julho de 2017, com a adoção de um novo método de reajustes por parte do governo federal, a Petrobras acabou aderindo a uma nova Política de preços e também cortando subsídios concedidos aos caminhoneiros, o que acabou fazendo com que o preço dos combustíveis subisse cada vez mais.

O diesel comercializado nas refinarias, por exemplo, subiu 57,78% desde então, o que afeta diretamente a categoria, já que o mesmo representa 42% do custo da atividade do setor.

Por este motivo, a classe, que se diz no seu limite, exige que o governo diminua a carga tributária que insere no preço dos combustíveis.

Governo autoriza forças armadas a agirem contra os bloqueios nas estradas

Após tentativa de acordo negada na quinta-feira (24/05), governo federal tomou uma decisão extrema e ainda mais polêmica, autorizou as forças armadas a liberarem estradas bloqueadas pelos caminhoneiros.

A atuação do exército se daria de modo a auxiliar polícia federal e militar a realizarem seu trabalho.

Porém, mesmo com a investida extrema por parte do governo federal, os caminhoneiros seguem firmes em suas reinvendicações. Não há sinais de que eles cedam ou de que a greve possa vir a terminar, o que causa cada vez mais rombos na economia do país. E quanto mais essa situação se estender pior será para situação financeira e política do Brasil, que já está beirando a um caos econômico.

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