Po quase duas semanas a Greve dos caminhoneiros se estende por todo o Brasil. Com toda a infraestrutura logística apoiada sobre uma extensa malha de rodovias e estradas, o Brasil vive agora um dos momentos mais delicados na sua economia.

Com prejuízos que aumentam a cada dia, não é de se espantar quando se diz que, em breve, um estado de calamidade pode ser declarado. Ao menos é o que muitos analisam. A paralisação dos caminhoneiros vem afetando todos os seguimentos direta e indiretamente, devido a falta de combustível, que, afinal, foi o principal motivo da paralisação por motivo dos elevados preços.

Mercado Livre

O Mercado Livre sentiu o impacto da greve, sobretudo na quantidade de tráfego que teve nos últimos dias em seu site. A empresa estendeu o prazo de entrega para contornar a situação da paralisação, mas o que realmente afetou as entregas foi a falta de combustível. Isso porque a grande maioria dos produtos divulgados são entregues pelos Correios. Ainda assim o executivo da empresa espera uma melhora na atual situação nos próximos quatro dias.

Magazine Luíza

Da mesma maneira que o Mercado Livre, Magazine Luíza também aumentou seu prazo de entrega nas compras feitas pelo e-commerce.

Isso reduziu o número de visitas ao site da empresa, mas por outro lado, não teve grandes diferenças em suas lojas físicas, pois essas possuem estoques de produtos no local.

A grande preocupação se dá na questão de até quando a greve vai durar. Os estoques não vão durar por muito mais tempo. Segundo a empresária Luíza Trajano, o Brasil já vinha dando sinais de deficiência na prestação de serviço logístico.

Brincou ainda que os caminhoneiros realmente mandam no Brasil.

Fim da greve

Aos poucos a paralisação vem perdendo forças e os vários pontos de aglomeração de caminhoneiros já se dissiparam. No Sudeste já não há mais rodovias bloqueadas e dos 616 pontos de bloqueio que existiam na terça, só restam cerca de 200, ou seja, uma redução de 68%. Várias cidades estão voltando a receber combustível com escolta militar, para garantir a integridade dos transportadores e do produto.

Em várias rodovias do país, policias militares trabalham em conjunto com forças armadas, para garantir a passagem segura daqueles que querem passar pelo bloqueio, ou até mesmo deixar de participar do movimento. Entre todos os estados do país, os únicos que não relataram a falta de combustível foram: Acre (AC), Amazonas (AM), Amapá (AP) e Bahia (BA).

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