Parece que o presidente Michel Temer não acertou na sua estratégia de visitar o local do incêndio que destruiu completamente um prédio na madrugada desta terça-feira no centro de São Paulo. Com o objetivo de comparecer para manisfestar apoio às pessoas vitimas da tragédia, Temer teve que sair do local às pressas, cercado por seguranças.

Michel Temer foi hostilizado por moradores

Em torno das 10h da manhã desta terça-feira (1), o presidente chegou no local da tragédia em um carro preto e logo foi rodeado pelos repórteres presentes.

Aos jornalistas, Michel Temer falou que sentiu necessidade de comparecer ali para prestar sua solidariedade às vítimas. Porém, Temer não conseguiu responder a todos os repórteres pois minutos após sua chegada, passou a ser veementemente hostilizado pelos moradores que estavam bastante revoltados e xingaram Michel Temer e o chamavam de "golpista" a todo momento. Além de xingarem o presidente, os moradores jogaram objetos em direção a sua comitiva. Devido aos protestos das pessoas presentes, que deixou claro que ele não era bem-vindo, ele imediatamente foi conduzido por seguranças e deixou o local.

Assista ao vídeo:

Temer fez a confirmação de que o prédio que sofreu o incêndio é de propriedade da União. Antes, o prefeito da cidade de São Paulo, Bruno Covas, afirmou que negociava para que a prefeitura assumisse o prédio.

Edifício de 24 andares desabou devido às chamas

O fogo teve início em um apartamento do 5º andar, em torno de 1h da madrugada, e logo se dispersou por todo o prédio e ainda atingiu um outro edifício ao lado e uma igreja. O segundo edifício foi evacuado rapidamente e, segundo informações do Corpo de Bombeiros, não existe risco de desabamento.

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Michel Temer

Cerca de 160 bombeiros atuaram incansavelmente contra as chamas. No mínimo três quarteirões tiveram que ser isolados para o trabalho da equipe de bombeiros e de segurança.

Representantes da Defesa Civil estiveram no local para fazer o cadastramento de cerca de 150 famílias que habitavam, de maneira precária, o prédio destruído pelas chamas. O edifício, segundo testemunhas, ficou abandonado por um tempo, sendo ocupado por essas famílias. Ainda segundo testemunhas, o prédio já foi sede de um estabelecimento da Polícia Federal.

Uma das vítimas fatais estava sendo resgatada pelos bombeiros por uma corda de aço, no momento em que o prédio caiu. Quando o fogo começou, quase 100 famílias estavam dentro do prédio.

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