O Corpo de Bombeiros segue as buscar por pessoas desaparecidas nos escombros do Edifício Wilton Paes de Almeida, no Largo do Paissandu, em São Paulo, que desabou após ser consumido por um incêndio na madrugada dessa terça-feira (1º). Além de um rapaz de 30 anos, que quase chegou a ser salvo, uma mulher e seus filhos gêmeos ainda não foram localizados.

Quem passou a informação sobre esses novos desaparecidos foi o vendedor Antônio Ribeiro Francisco, que é ex-marido da mulher desparecida. Tanto ela quanto os gêmeos ainda não foram localizados.

O vendedor disse ainda que horas antes, por volta das 21 horas de segunda-feira (30), havia conversado com ela por telefone e que depois do desabamento enviou várias mensagens via telefone celular, mas elas não foram respondidas. Além das quatro pessoas já citadas, outras 45 ainda não foram localizadas, de acordo com um cadastro de moradores feito pela Prefeitura.

Não se sabe se elas estão sob os escombros ou se estavam em outro lugar no momento em que o prédio começou a pegar fogo. No local viviam 372 pessoas.

Acidente doméstico é apontado como principal causa

Ainda é muito cedo para concluir quais foram os motivos que levaram o edifício de 24 andares, no Centro de São Paulo, pegar fogo na madrugada dessa terça-feira (1º). No entanto, de acordo com Mágino Alves, secretário estadual da Segurança Pública, um acidente doméstico é apontado como a principal suspeita de causar da tragédia. “A primeira linha de investigação é que foi provavelmente um acidente doméstico”, disse.

Segundo o secretário, o fogo pode ter iniciado após a explosão de uma panela de pressão ou um botijão de gás.

Também houve uma briga de casal, mas a possibilidade de o incêndio ter sido provocado de forma proposital por um morador é remota.

Como o prédio era comercial, tapumes de madeira eram usados para dividir as moradias, o que acabou fazendo com que o fogo se alastrasse com mais rapidez. Outras hipóteses não estão descartadas, conforme disse o porta-voz do Corpo de Bombeiros, capitão Marcos Palumbo. “Só análises aprofundadas dirão o que causou”, afirmou.

Alguns moradores relataram terem ouvido uma briga de casal e uma panela de pressão explodindo.

“Começou no quinto andar. Uma panela de pressão explodiu”, relatou a costureira Iraci Alves de Sousa.

O Instituto de Criminalística de São Paulo já analisou dois botijões de gás encontrados em meio aos escombros. Objetos e destroços serão periciados pelo IC para que se possa chegar à conclusão de como o fogo começou.

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