Nessa terça-feira, 29, muitos postos de combustíveis começaram a serem reabastecidos com gasolina e etanol. A data marcou também o 9º dia de paralisação dos caminhoneiros. Com o reabastecimento dos postos, motoristas que ficaram vários dias sem esses produtos devido à greve da categoria, que bloqueia as principais rodovias do País, impedindo os transportes de cargas, formaram longas filas para abastecerem os veículos.

Alimentos, como os hortifrutigranjeiros, também já estão sendo repostos nas gôndolas dos supermercados. Os aeroportos começam a retomar voos que foram cancelados por falta de combustíveis para as aeronaves.

A população também sofreu menos para chegar ao trabalho, porque teve aumento na circulação da frota de ônibus. O diretor da Agência Nacional de Petróleo e Biocombustível (ANP), Aurélio Amaral, acredita que em uma semana a situação estará normalizada.

Desde o início da greve dos caminhoneiros, dia 21, frutas, legues e verduras desapareceram das prateleiras dos supermercados de várias cidades. As pessoas que encontravam algum produto para comprar pagava um valor mais alto.

Esses produtos desapareceram também da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), que, por causa da greve, estima nos últimos nove dias um prejuízo de R$ 78 milhões.

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Política

Devido à paralisação, produtos perecíveis se estragaram por terem ficado muitos dias nas estradas acondicionados em caminhões.

Outros prejuízos no segmento rural foram que produtores de leite descartaram o alimento, pois não havia como escoá-lo, e muitas aves morreram nas granjas por falta de ração.

Jungmann acredita em locaute

Segundo o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, mesmo os motoristas que não queriam aderir ao movimento ficaram parados com suas cargas nas estradas.

Ele acredita que esteja ocorrendo locaute, com empresários intimidando motoristas que quiserem sair do movimento e, por isso, a greve ainda não acabou totalmente.

Na sexta-feira, 25, o presidente Michel Temer informou à população brasileira que havia firmado um acordo com entidades da categoria, como a Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam) e União Nacional dos Caminhoneiros (Unicam), atendendo pelo menos 12 itens das reivindicações da classe.

Ele disse que, entre as reivindicações, atendeu a redução de 0,46 centavos no preço do óleo diesel, estabilidade no preço desse combustível por 30 dias e garantia dos transportes de parte das cargas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Lamentando que, apesar do acordo, “uma minoria radical” insistiu em continuar bloqueando as estradas, o presidente endureceu, empregando a Força Nacional de Segurança.

“Nós não vamos permitir que a população fique sem os gêneros de primeira necessidade, que consumidores fiquem sem produtos, que hospitais fiquem sem insumos para salvar vidas e que crianças sejam prejudicadas pelo fechamento de escolas”, enfatizou.

Sob tutela do acordo com lideranças da categoria, Michel Temer adiantou que responsabilizará os caminhoneiros que, no seu entender, de forma radical continuassem bloqueando as estradas brasileiras.

Raquel Dodge cria comitê de greve dos caminhoneiros

Nessa terça-feira, 29, durante sessão do Conselho Nacional do Ministério Público, a procuradora-geral da República (PGR), Raquel Dodge, comunicou a criação de um comitê para analisar os prejuízos resultantes dessa paralisação.

Segundo ela, o movimento grevista dos caminhoneiros afeta “direitos fundamentais da sociedade”. A procuradora entende a legitimidade do direito de greve, mas afirmou que os abusos devem ser evitados.

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