O edifício Paes de Almeida de 26 andares, localizado no Largo do Paissandu, estava ocupado por moradores sem-teto, quando na terça-feira (01/05) um incêndio de causas ainda desconhecidas se iniciou por volta das 1h30 da manhã, no 5º andar do prédio, o fogo se alastrou rapidamente e menos de 90 minutos depois o prédio desabou.

O Coordenador do movimento Luta por Moradia Digna diz que pretende ocupar outro prédio para abrigar as famílias do edifício que desabou.

Organizações autônomas enviaram doações para o local.

De acordo com a prefeitura de SP, 320 moradores se cadastraram como desabrigados após o Desabamento.

Em entrevista um bombeiro da equipe de resgate disse que apesar de número de desaparecidos não estar confirmado, o procedimento de busca permanece o mesmo. Um homem estava sendo resgatado com vida no exato momento em que o prédio desabou.

Populares inconformados com a tragédia disseram que o Governo do Estado deveria pagar um auxílio-aluguel.

Maria Carmelita disse que não existe aluguel de R$400,00. Essa moradora havia se mudado para a ocupação havia três anos, após seu barraco na Favela do Moinho, também no centro da capital, ser atingido por um incêndio.

O prédio que era considerado a maior obra do arquiteto Roger Zmekhol (1928-1976). Filho de imigrantes sírios, Zmerkhol, nasceu em Paris e veio para Brasil quando ainda era criança. Ele trabalhava como professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da Universidade de São Paulo.

O professor Paulo Helene, da USP, afirmou que, de acordo com normas nacionais e internacionais de segurança, prédios dessa altura deveriam resistir sem desabar, em caso de incêndio, por pelo menos três horas, ou 180 minutos, que seria o tempo estimado para evacuação e para viabilizar as ações de salvamento por parte dos bombeiros, no entanto o edifício colapsou antes de uma hora e meia, ou seja, resistiu por menos de 90 minutos o que impossibilitou o trabalho do Corpo de Bombeiros.

Especialistas disseram que o edifício era considerado uma bomba-relógio, cerca de 4 de seus 24 andares estavam completamente repletos de material orgânico e entulho que havia sido dispensado por seus habitantes, que ainda habitavam o local de forma improvisada.

Acidente também causou mudanças no trânsito da região

As avenidas São João e Ipiranga que estavam interditadas pelo desmoronamento já foram liberadas algumas horas depois.

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) fez alterações em 24 linhas de ônibus que atendem a região, a previsão é que elas permaneçam com o novo itinerário pelos próximos 15 dias.

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