Por meio de uma nota oficial, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou na tarde desta sexta-feira (11), a identificação da segunda vítima fatal do desabamento do edifício Wilton Paes de Almeida, no centro da capital. De acordo com o órgão, os restos mortais encontrados na última quarta-feira (9), são de Francisco Leme Dantas, de 56 anos, que no início da semana havia sido dado como desaparecido após sua ex-mulher prestar queixa na Polícia.

Seus fragmentos foram encontrados juntamente com outros ossos, os quais a SSP informou se tratarem de duas crianças, que ainda não foram identificadas pelo Instituto Médico Legal (IML).

Eles estavam no primeiro subsolo.

No dia em que foi registrado o desaparecimento do homem, um de seus filhos contou para a polícia que quase foi ao encontro do pai, mas o mesmo disse que logo iria dormir. “Eu falei que queria me encontrar com ele lá no prédio, mas ele falou que já iria dormir”, relatou o jovem de 16 anos.

Antes de Dantas, a outra vítima identificada havia sido Ricardo Pinheiro, de 39 anos, que estava sendo resgatado no momento em que o prédio caiu. Ainda restam cinco pessoas desaparecidas: Selma Almeida da Silva, de 40 anos, e seus dois filhos gêmeos Werder e Wendel, de nove anos, e o casal Eva Barbosa Lima e Walmir de Sousa Santos, de 42 e 47 anos, respectivamente.

Os trabalhos de buscas deverão demorar mais uma semana.

Mais ossos encontrados

Nesta sexta-feira (11), equipes de resgate do Corpo de Bombeiros informaram ter encontrado mais ossos nos escombros do edifício que desabou no último dia 1º. Primeiramente houve uma dúvida se os fragmentos eram de uma pessoa ou algum animal, porém mais tarde foi confirmado que o osso encontrado aparentava ser o fêmur de uma pessoa adulta.

Por volta do meio dia os bombeiros sentira um forte odor enquanto trabalhavam no primeiro subsolo e acionaram a cadela farejadora Hope, que indicou o local onde havia indícios de pessoa soterrada. Duas horas mais tarde, após trabalho manual, o fragmento foi encontrado. O material foi levado para o IML onde passará por exames para se descobrir a identidade da pessoa.

De tarde, os bombeiros informaram também terem descoberto um bolsão de ar, que é chamado por eles de célula de sobrevivência.

Apesar disso, as equipes de resgate acham difícil encontrar alguém com vida 11 dias após o desabamento. Agora o objetivo das equipes de resgate é chegar até esse local o mais depressa possível.

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