A Saúde pública no Brasil está um caos e não é novidade para quem já precisou ser atendido por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Inúmeros relatos de profissionais da área revelam a difícil rotina de médicos e enfermeiros diante da precariedade. Muitas vezes é preciso improvisar para tentar salvar a vida de um paciente. A revolta diante da falta de compromisso de governos e as incontáveis denúncias de desvios de verbas públicas ganham cada vez mais terreno e, às vezes, podem resultar em descontrole de pacientes que buscam atendimento e até de profissionais que não sabem mais como reagir.

O que, até certo ponto, é perfeitamente compreensível.

Na manhã desta terça-feira (15), o Clínico Geral Aurédio José do Couto chegou à Unidade Básica de Saúde (UBS) de Jardim América, no município de Cariacica, no Espírito Santo, onde trabalha há mais de 20 anos, pronto para realizar seus atendimentos. Os pacientes já o aguardavam no local. Mas, ao chegar à UBS, o médico começou a reclamar da falta de estrutura do local e que não havia uma sala adequada para ele trabalhar. Em um ataque repentino de fúria, Aurédio José destruiu cinco cadeiras e duas gavetas, além de espalhar prontuários por toda a sala.

Os pacientes ficaram assustados e alguns registraram, por celular, todo o quebra-quebra promovido pelo médico. O vídeo 'viralizou' e divide opiniões nas redes sociais. Há quem diga que houve excesso e tem quem defenda o profissional alegando que sem estrutura não dá pra trabalhar e que, dessa forma, ele será ouvido. O vídeo mostra que entre os paciente que presenciaram a cena havia uns pedido para o profissional de saúde parar e outros incentivando o quebra-quebra.

Por meio de nota oficial, a Secretaria Municipal de Saúde lamentou o ocorrido e informou que a unidade de saúde do Jardim América passa por reformas.

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A sala onde o Clínico Geral costuma atender aos pacientes está interditada e que, por causa disso, Aurédio teria ficado nervoso e quebrado alguns móveis.

A Subsecretaria Administrativa de Saúde de Cariacica informou que o médico não será denunciado, muito menos preso, nem demitido. O subsecretário Josemir da Silva esteve no local e conversou bastante com o clínico para acalmá-lo e pediu que este tirasse o dia de folga. Josemir disse ainda será feito um levantamento do que foi quebrado e que o médico já se comprometeu a pagar pelos prejuízos.

Os atendimentos foram suspensos por causa da confusão, mas foram restabelecidos cerca de meia-hora depois do ocorrido, sendo normalizado ainda na manhã desta terça-feira.

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