Uma criança de origem humilde, e aparente fome, que encontrou uma pessoa de bom coração para lhe pagar uma refeição na praça de alimentação em um shopping, na Bahia, foi humilhada por um dos seguranças do estabelecimento que, a todo custo, tentou impedir que ela usufruísse da praça de alimentação daquele local.

Humilhação e preconceito

O caso aconteceu na última segunda-feira (11). Nas imagens que foram postadas em uma rede social é possível ver o jovem Kaique Sofredine tentando comprar o alimento para uma criança de origem humilde que o acompanhava.

Entretanto, um dos seguranças do Shopping da Bahia, localizado na capital Salvador, pediu que eles se retirassem do local e informou que o garoto não poderia fazer a refeição na praça de alimentação do estabelecimento.

O vídeo foi feito por uma senhora que estava no local e ficou horrorizada com a atitude do segurança que chegou a impedir o pagamento do pedido feito por Kaique. Começou-se, ali, uma longa discussão. O jovem que acompanhava o garoto não se conformou com a postura do funcionário do centro comercial e pediu para falar com o supervisor do segurança.

O vídeo se tornou viral e vem sendo compartilhado massivamente nas redes sociais. Até o momento já conta com mais de 10 milhões de visualizações e 455 mil compartilhamentos e, consequentemente, causando muita revolta, além de comover aqueles que assistem as imagens.

A criança inerte a toda discussão, escolhe o que gostaria de comer: um prato com arroz, feijão e carne. Quando seria servido, o segurança tirou o prato das mãos do garoto e tentou retirá-lo da praça de alimentação. Foi quando o jovem que o acompanhava e outras pessoas se revoltaram.

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Kaique disse que o segurança poderia chamar a polícia e quem mais ele quisesse, que ele estava pagando e que o garoto iria almoçar com ele sentado à mesa.

Depois de muita discussão o supervisor de segurança do estabelecimento autorizou que a criança sentasse em uma das mesas para se alimentar, confira o vídeo:

Nota de esclarecimento do Shopping da Bahia

Em nota divulgada pelo estabelecimento, o Shopping da Bahia pediu desculpas pelo ocorrido e afirmou que a atitude do segurança não condiz com o treinamento e as diretrizes aplicadas pelo centro comercial.

"Tanto que a atitude tomada pelo supervisor de segurança reforça o direito do cliente e o acolhimento com a criança", informou a nota.

Os responsáveis pelo Shopping da Bahia ainda fizeram questão de ressaltar que "atuam em alinhamento com órgãos de defesa dos direitos humanos, como o Conselho Tutelar e o Juizado de Menores".

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