Thalia Costa Barbosa, de 32 anos, foi encontrada morta em São Borja, no Rio Grande do Sul, na manhã do dia 21, quinta-feira, com marcas de espancamento e cortes pelo rosto. Seu corpo foi deixado próximo a uma estação de captação de água do rio Uruguai, na periferia da cidade. O jogador de futebol da Associação Esportiva São Borja, Douglas Gluszszak Rodrigues, de 22 anos, confessou o crime ao ser abordado pela polícia enquanto participava de um treino do time e foi preso em flagrante.

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Em depoimento, Douglas, que é casado e tem uma filha de 4 anos, contou que mantinha um relacionado há cerca de duas semanas com a vítima e que, na noite do assassinato, eles começaram uma briga depois de a moça disse que publicaria a foto dos dois nas redes sociais, tornando público o namoro.

Thalia era uma mulher transexual conhecida e que tinha muitos amigos. Ela trabalhava no centro de São Borja vendendo bilhetes de loteria e títulos de capitalização, além de ser ativista pela igualdade de gêneros.

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A polícia acredita que seu assassinato tenha ocorrido entre a noite de quarta e a madrugada de quinta, no apartamento em que Douglas morava junto com outros colegas da equipe de futebol.

A Polícia Civil chegou ao atleta depois de uma denúncia por parte de um morador do mesmo prédio, que revelou ter encontrado o documento de identidade da vítima, além de ter percebido manchas de sangue pela escada.

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A confirmação de que o casal havia estado junto no local veio por meio das câmeras de segurança. O carro de Thalia também foi encontrado próximo ao prédio.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Marcos Ramos Vianna, após a confissão, Douglas optou por não dar mais detalhes e que apenas voltaria a falar em juízo, por orientação de seu advogado. Ele foi encaminhado à Penitenciária Estadual de São Borja, em prisão preventiva por homicídio qualificado.

Os investigadores acreditam que Thalia tenha sido agredida com algum objeto cortante, como uma garrafa, devido às marcas em seu rosto. Outra hipótese é de assassinato por pauladas, sendo necessário aguardar o resultado da perícia para confirmação.

No dia da prisão de Douglas, a Associação Esportiva emitiu uma nota lamentando o ocorrido e classificando seus atos como repulsivos. O clube reforçou que as providências para o desligamento do atleta, que atuava no time desde março, já estavam sendo tomadas.

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Segundo contagem realizada pela organização Observatório Trans, foram notificados 81 assassinatos de pessoas transexuais no Brasil apenas este ano. Thalia é a 82ª.

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