A greve dos caminhoneiros acabou, mas deixou uma conta bilionária como resultado dos nove dias de paralisação. Todos os setores, desde agricultura, pecuária até aviação sofreram prejuízos que podem levar seis meses para serem recuperados.

O Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) acredita que o Brasil ficou com um prejuízo superior a R$ 32 bilhões. Só de impostos, deixaram de ser arrecadados mais de R$ 4,7 bilhões. Além disso, os setores empresariais perderam produtos e alimentos que se estragaram nas estrada.

Confira abaixo os setores empresariais que mais sofreram prejuízos financeiros com a greve dos caminhoneiros.

Publicidade
Publicidade

1) Carne

O setor de carnes sofreu prejuízo de R$ 10 bilhões em nove dias, nos quais 109 plantas de produção ficaram sem produzir. A Associação Brasileira de Proteína Animal estimou em R$ 3 bilhões os prejuízos apenas com carnes suínas e de frango.

A Associação das Indústrias Exportadoras de Carne informou que 107 pontos de produção pararam por completo em todo o País. Ao todo, 70 milhões de frangos morreram nas estradas, 1 bilhão de aves e 20 milhões de suínos ainda podem ter sidos perdidos no período da greve.

2) Comércio

Em apenas 5 estados, o comércio registrou prejuízo superior a R$ 3 bilhões por causa da greve dos caminhoneiros. São Paulo, Minas, Paraná, Bahia, Rio de Janeiro mais o Distrito Federal foram os mais impactados.

A Confederação Nacional do Comércio (CNC) informou que reajustou as previsões para o crescimento do comércio devido aos fortes impactos econômicos causados pelos nove dias de greve. A previsão, que era de 5,4% de crescimento para 2018, foi reduzida para 4,7%.

Publicidade

3) Construção

R$ 2,4 bilhões foram os prejuízos avaliados em nove dias de greve para a construção. O setor que já sofre com a Crise econômica deixou de atender entregas e transportes de matérias primas necessárias para produzir produtos manufaturados. Presidente da Associação Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), José Carlos Martins explicou que 40% da cadeia produtiva parou.

4) Têxtil

Mais da metade das empresas têxteis pararam por completo, segundo a Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit).

O prejuízo avaliado chega a quase R$ 2 bilhões, e a produção aos poucos retoma o ritmo normal.

O presidente da Abit informou que durante a paralisação não havia mais previsão e liderança para controlar a situação. "Ficamos sem previsão de retomada dos trabalhos, nos sentimos sem liderança Política o que é falta de bom senso", declarou.

5) Aeroportos

Uma prejuízo de R$ 50 milhões por dia foi o saldo que ficou para os aeroportos que tiveram 270 voos cancelados e tráfego aéreo totalmente comprometido.

Publicidade

Alguns aeroportos ficaram sem combustível e chegaram a pedir que aeronaves escolhessem outro local para pousar e abastecer.

Além disso, muita aglomeração e confusões foram registradas em diversos aeroportos do país. Passageiros afetados tiveram que remarcar voos sem a previsão da volta do funcionamento.

Alguns representantes empresariais divulgaram nota para reclamar da postura do Planalto diante da greve dos caminhoneiros. A confederação Nacional da Indústria (CNI) criticou a maneira que o Governo vai recuperar o prejuízo da greve impondo impostos sobre custos de produtos e aumentando o custo de vida do brasileiro.

Publicidade

Leia tudo