Após o Palácio do Planalto citar locaute e noticiar que grupos infiltrados com caráter de “manifestações políticas” impediam o retorno ao trabalho dos caminhoneiros, a Polícia Federal decretou a prisão de 7 pessoas acusadas de praticar ações contra um comboio de caminhões no Maranhão. Nenhum dos presos era caminhoneiro.

Segundo o Governo Federal, a greve encerrou com negociações entre os representantes dos caminhoneiros e o governo, mas que grupos políticos impediam o retorno das atividades, incluindo denúncias de agressões contra motoristas que queriam voltar ao trabalho.

As investigações chegaram à conclusão de que havia 3 grupos, com pautas distintas, infiltrados no movimento grevista. Segundo a Polícia Federal, “Intervenção Militar Já”, “Fora Temer” e “Lula Livre”, estariam atuando para atrapalhar as negociações e impedindo a volta dos caminhoneiros ao trabalho.

O Ministro Eliseu Padilha, da Casa Civil, em entrevista dada no Palácio do Planalto, afirmou que protestos ainda restantes eram de “manifestações políticas” de populares e não mais de caminhoneiros.

“O que temos hoje são manifestações que envolvem populares, que envolvem outras pessoas que não caminhoneiros, e também, em alguns casos, caminhoneiros, óbvio. E o cunho da manifestação extravasa as questões e reivindicações dos caminhoneiros e ganha já um corpo de manifestações políticas", concluiu o ministro.

Prisões e locaute

No Maranhão, a Polícia Federal decretou a prisão de 7 pessoas envolvidas em bloqueios em rodovias, “impedindo os caminhoneiros de dirigir os seus caminhões”, afirmou Carlos Marun, da Secretaria de Governo, em entrevista dada no Planalto.

Não perca as últimas notícias!
Clique no tema que mais te interessa. Vamos te manter atualizado com todas as últimas novidades que você não deve perder.
Governo

O Governo já dava indícios de que havia locaute, por parte de empresários, em paralelo à greve. A Polícia Federal abriu 37 inquéritos, em 25 estados, contra empresários acusados. O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, declarou: “Temos comprovado seguramente que essa paralisação, ao menos em parte, teve desde o início a promoção e o apoio criminoso de proprietários, patrões de empresas transportadoras que podem ter certeza: irão pagar por isso”.

Ainda segundo o ministro, empresas que impedem ou não mobilizam os motoristas serão responsabilizadas judicialmente. Multas já foram aplicadas contra empresas, no valor de 100 mil reais por dia parado, e 10 mil reais para caminhoneiro autônomo.

Consequências financeiras

A paralisação dos transportes rodoviários, ocasionada pelos bloqueios feitos por caminhoneiros em greve, além de gerar desabastecimento de mercadorias em supermercados e feiras, principalmente as perecíveis, como verduras, frutas e carne, como do próprio diesel em postos de gasolina, levou também a um prejuízo de 75 bilhões de reais, segundo empresas que já realizaram um levantamento prévio, desaquecendo um tímido crescimento do PIB que chegou a 0,4 por cento no primeiro trimestre.

Não perca a nossa página no Facebook!
Leia tudo