Presidente da República, Michel Temer (MDB) aprovou nesta terça-feira, dia 5, as metas anuais de redução de emissões de gases que causam efeito estufa para a próxima década. Com a decisão, o Governo buscará aproveitar mais o uso de combustíveis de biocombustíveis, tais como o etanol e o biodiesel, visando cumprir a meta e emitir menos poluição. As informações foram veiculadas pela Agência Brasil.

Além de buscar cumprir as metas de redução de emissões de gases poluentes, o governo quer diminuir a dependência do mercado brasileiro em relação ao petróleo, cujo valor de mercado varia de acordo com o mercado internacional e na valorização do real perante o dólar americano, o que tem gerado instabilidade no preço dos combustíveis vendidos no país.

A política de preço da Petrobrás, que baseou suas correções de acordo com o mercado externo, foi um dos estopins para a greve dos caminhoneiros [VIDEO], que gerou uma crise de abastecimento e paralisou o país [VIDEO] na última semana. O presidente disse que a medida visa evitar a dependência brasileira aos preços praticados no exterior, deixando o país menos propensos a situações como a observada na greve dos caminhoneiros.

Segundo Temer, a meta irá gerar investimento de R$ 1,3 trilhão em expansão da produção de biocombustíveis na próxima década e redução mínima de 0,84% do preço dos combustíveis ao consumidor ao final do prazo. De acordo com o presidente, as medidas “não terão efeito amanhã”, mas sim no futuro.

Batizado de RenovaBio, o plano para a redução de emissã de gases foi celebrado por Temer em sua conta oficial no Twitter, onde um vídeo sobre a medida foi publicado.

O presidente também publicou uma série de tweets falando sobre o Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado nesta terça-feira, data escolhida pelo presidente para fazer o anúncio.

Já nesta quarta-feira, dia 6, o governo está anunciado o Plano Agrícola e Pecuário para 2018/2019. O plano foi idealizado e está apresentado pelo Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi.

O governo tem buscado apaziguar os ânimos com os setores após os devastadores efeitos causados pela crise de abastecimento gerada com a greve dos caminhoneiros nas últimas semanas. A paralisação causou prejuízos para diversos setores da economia nacional e fragilizou ainda mais o governo, que tenta voltar à normalidade e minimizar as perdas econômicas causadas com a crise.

A situação escancarou ainda mais a já complicada situação de Temer, que vem sofrendo com uma crescente queda de popularidade. O presidente chegou a cogitar tentar a reeleição em outubro, mas desistiu após ver seu nome ser constantemente criticado e não emplacar em nenhuma das pesquisas de intenção de voto. Agora, o presidente tenta salvar seu legado com unhas e dentes, buscando contornar os escândalos sofridos por seu governo e voltar a embarcar no lema de que sua administração recuperou a economia nacional.