Nesta última terça-feira (03), foi suspensa a reunião da comissão especial do Congresso, enquanto representantes dos caminhoneiros que acompanhavam a votação protestavam, avisando que o Brasil poderá parar novamente. Essa comissão está analisando a Medida Provisória 832, que poderá determinar uma Política para definir os preços mínimos para o frete rodoviário, sendo que esse foi um dos principais pontos relacionados à greve dos caminhoneiros, que recentemente causou transtornos em todo o país, levando à falta de combustível, medicamento e até de alimentos em várias cidades.

Alguns parlamentares bem que tentaram incentivar os colegas a prosseguirem com a votação, mas de nada adiantou. A preocupação desses parlamentares é que essa matéria tem que ser aprovada tanto na comissão como também nos plenários da Câmara e até no Senado, antes que tenha início o recesso parlamentar, marcado para o dia 17 deste mês.

A tentativa agora será de colocar a matéria em votação na tarde desta quarta-feira na comissão e à noite ela iria para a Câmara, se não houvesse novos empecilhos. Representantes dos caminhoneiros que compareceram à reunião gritaram que o país vai parar e ficaram revoltados com a suspensão da mesma.

O deputado Osmar Terra, que é o relator da matéria, demonstrou preocupação com o clima e tentou acalmar os líderes dos caminhoneiros, alegando que tudo será resolvido. O argumento do deputado é que organizar uma nova paralisação dos caminhoneiros leva tempo e era melhor esperarem, pois corriam o risco de ter todo um trabalho e, no final, não ser preciso parar novamente.

Apesar de alguns discordarem, as lideranças acabaram aceitando e resolveram continuar esperando.

Carlos Alberto Litti Dahmer, que é presidente do Sindicato dos Transportes Autônomos, ainda aproveitou para dar uma alfinetada, dizendo que eles não são irresponsáveis como o deputado que pediu vista, atrasando ainda mais a decisão que pode impedir uma nova greve dos caminhoneiros.

O deputado Osmar Terra conseguiu agradar os caminhoneiros com o relatório que preparou, no qual foram fixados pisos mínimos para o setor de transporte, sendo que os cálculos ficariam sob a responsabilidade da ANTT - Agência Nacional de Transportes Terrestres, só que os critérios a serem utilizados ainda não foram definidos.

Mas o deputado já antecipou que esse piso mínimo precisaria ser suficiente para arcar com as principais despesas, entre elas a manutenção dos caminhões e até o descanso dos caminhoneiros. Ainda de acordo com este relatório, sempre que o preço do diesel tiver uma variação para mais ou menos de 10%, seria preciso rever os preços mínimos.

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