A rede social mais usada no Brasil, o Facebook, inviabilizou nesta semana, redes, páginas e contas relacionadas aos responsáveis e envolvidos com Movimento Brasil Livre (MBL), pretendendo que as notícias politicamente falsas não influenciem usuários da plataforma, nas Eleições 2018.

A organização da rede social fez questão de deixar claro que, alguns perfis foram deletados depois de uma minuciosa investigação que mostrou o não cumprimento da autenticidade da política exigida pela plataforma.

Segundo informações, foram deletadas pelo menos 196 páginas e 87 contas no Brasil, pois não era possível identificar a identidade do usuário.

O Movimento Brasil Livre se posicionou dizendo que é inaceitável a exclusão e que o ato praticado pelo Facebook foi abuso de autoridade e censura. A informação dada não detectou os donos das páginas ou os utilizadores envolvidos. As circunstâncias das revelações ficaram no anonimato, segundo informações do site UOL.

Foi dito que a rede era dirigida por associados importantes do MBL. O grupo ganhou notoriedade ao coordenar protestos no ano de 2016, pedindo impeachment da presidente Dilma Rousseff na ocasião. Com uma maneira bem agressiva de política online, o MBL ajudou a concentrar o debate no Brasil.

A resposta do MBL às exclusões

O conselho do MBL não quis responder imediatamente os inúmeros pedidos por observarem as páginas desativadas, que somavam mais de meio milhão de adeptos que direcionavam notícias sensacionalistas a assuntos voltados para políticos, tentando se mostrarem conservadores, como exemplo, nomes do Jornal Livre e O Diário Nacional.

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Governo Corrupção

Ao distorcerem o controle compartilhado das páginas, os associados do Movimento Brasil Livre eram habilitados para divulgar suas mensagens da forma que quisessem, fazendo arranjos como se as notícias chegassem de diferentes veículos de comunicabilidade liberais. Já tem tempo que Facebook tem sido pressionado a extinguir contas falsas e perfis claramente suspeitos.

Em 2017, o próprio Facebook reconheceu que sua empresa estava sendo usada para o que nomearam de "operações de informação" que descaradamente usaram contas falsas e outros métodos para induzirem a opinião pública durante as eleições norte-americana de 2016.

Foi então que comprometeram a combater as fake news (notícias falsas). A Comunidade de Inteligência dos Estados Unidos (CIA) relatou que o Governo russo executou uma grande campanha online para proteger as eleições no país de falsos perfis do facebook

Teve casos de grupos políticos que se aproveitaram para usar de má fé a rede social para ludibriar eleitores. Desde então, o Facebook tomou as precauções e ficou bem mais atento e exigente, havendo indícios depois após as investigações de falsos perfis nas redes, resolveram retirar do ar as redes suspeitas.

Confira a nota oficial do MBL lançada horas depois

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