Não é de hoje que a rede social Facebook vem anunciando lutar contra o que eles chamam, de notícias falsas (fake News). Muitos internautas criticaram a decisão achando que não haveria nem sequer algum parâmetro para se “garimpar” uma possível eliminação desses fakes news. Mas nesta quarta-feira (25), o Facebook tirou do ar aqui no Brasil, 196 páginas e 87 perfis que disseram ser falsos. Muitas dessas páginas são do Movimento Brasil Livre (MBL) e muitos dos seus membros tiveram seus perfis apagados.

Segundo o jornal O Globo, o Ministério Público Federal de Goiás deu ao Facebook um prazo de 48 horas a dar uma explicação sobre páginas retiradas. O Ministério deseja toda a relação de todas essas páginas e perfis que foram removidos, assim como o porquê foram removidas. A intenção é fazer uma investigação se essa medida pode ter sido uma censura indevida.

O procurador da República, Ailton Benedito, anotou no documento mandado que ele assevera que esses dados sejam requisitados, pois os mesmos são imprescindíveis para a investigação do MP.

O órgão investiga a rede social desde setembro do ano passado (2017), por causa de supostos atos de censura e bloqueio de usuários no Brasil. O procurador acrescenta que se as informações não forem enviadas e o prazo não ser respeitado, a empresa será processada por prejudicar as investigações.

Benedito disse que as normas constitucionais que fazem a regulação da internet no Brasil são bem claras quanto em vista à liberdade de expressão.

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Também deixa bem claro o acesso a todas as informações, assim como, o conhecimento e a participação de uma vida cultural e nos assuntos públicos. Portanto, o documento impede a censura. O procurador disse, ressaltando, que o MPF vai atuar sempre nesse sentido.

Algumas dessas páginas que foram removidas, segundo o jornal O Globo, pertencem ao MBL (Movimento Brasil livre), e seriam usadas para espalhar notícias falsas.

Segundo o Facebook, essas medidas foram tomadas, porque ferem o código de serem autenticas dentro da rede social. A causa é o ocultamento dos usuários e a natureza da origem do conteúdo compartilhado. Ainda, segundo a empresa, teriam o propósito de causar uma divisão e desinformar.

Essas páginas que foram desativadas somam mais de meio milhão de seguidores, e tinham a variação de notícias que eram sensacionalistas e com viés político, com uma abordagem clara, conservadora.

Algumas mais conhecidas são JornalLivre e O Diário Nacional.

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