Uma foto onde aparece um professor de química usando uma blusa estampada de “Lula Livre”, imitando os elementos da tabela periódica, causou repercussão e levantou debate. A foto tem sido bastante compartilhada pelos internautas e acabou dividindo opiniões, pois algumas pessoas criticaram e outras apoiaram a atitude do professor.

O homem que aparece na foto vestindo a camiseta é Otílio Dalcoquio. Ele, além de cirurgião-dentista, dá aulas de química no Colégio Unificado na cidade Itajaí, em Santa Catarina.

O diretor-geral do colégio Alexandre Machado Kleis explicou o que aconteceu e disse que o caso ocorreu na última quinta-feira (28): durante a aula, os alunos ficaram curiosos ao ver a estampa da blusa e fizeram perguntas para Otílio e ele explicou tudo sobre a camiseta, mas por conta do regimento do colégio, nenhum dos professores pode demonstrar suas preferências políticas, apesar do professor não ter levado para este lado.

O professor deixou os alunos tirarem uma foto da camiseta para postar nas redes sociais e a imagem acabou viralizando. O diretor julgou a atitude do professor como errada, pois a situação acabou saindo da sala de aula e se tornou pública. O professor foi punido com uma advertência. Kleis disse que o docente acabou gostando da camisa pois fazia alusão com os elementos da tabela periódica e quis mostrar aos alunos. O professor não manifestou sua opinião sobre o assunto.

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Lula

Lei aprovada no estado de Alagoas proíbe professor de opinar sobre política

A lei da “Escola livre” foi aprovada pela Assembleia Legislativa de Alagoas em 2016, mas ela só vale para o estado. A lei proíbe os professores de falarem e defenderem partidos eleitorais, políticos, ideologias ou religiões em sala de aula. Os professores que descumprirem a lei serão punidos. Muitos educadores se posicionaram contra a medida na época em que foi lançada.

O autor do projeto foi o deputado Ricardo Nezinho (PMDB), que teve a aprovação de todos que participaram da sessão e logo foi encaminhado para o governador do estado Renan Filho (PMDB). Na época, o governador vetou o projeto, mas quando o texto voltou para o parlamento os deputados derrubaram o veto posto por Renan.

Alunos e educadores chegaram a pedir para os deputados que não aprovassem o projeto, mas não foram atendidos e o texto foi aprovado e publicado no Diário Oficial do estado.

Na época, o Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Estado de Alagoas disseram que a lei iria interferir de forma negativa na formação dos alunos.

Os pais de alguns alunos manifestarão sua opinião sobre o assunto na época. Disseram que eram contra a lei, pois todos têm o direito de expor opiniões, principalmente os professores que trabalham na área do ensino.

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