Foi divulgado na tarde desta quarta-feira (15) pela Polícia Civil de Campina Grande, a conclusão as investigações sobre uma adolescente de 17 anos que foi estuprada após sair de um ônibus, no bairro de Bodocongó, na noite da última segunda-feira (13).

A delegada Alba Tânia Casemiro, da Delegacia de Repressão a Crimes Contra Crianças e Adolescentes, disse ter concluído que o crime não aconteceu e explicou que a jovem confessou ter inventando a história, e ainda, que ela teria problemas psicológicos.

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A jovem informou à polícia, na segunda-feira, que estava em um dos ônibus e foi obrigada a descer do coletivo por dois homens, suspeitos do crime. Porém, durante entrevista coletiva dada na Central de Polícia Civil de Campina Grande, a delegada exibiu imagens das câmeras de segurança do veículo em que a estudante estava, onde é possível notar que ela entra e sai sozinha do transporte.

A Polícia Civil trata o caso como denunciação caluniosa, e a adolescente deve passar por acompanhamento psicológico.

Entenda o caso

A vítima contou à polícia que, por volta das 19h da segunda-feira, ela seguia em um coletivo e foi surpreendida por um desconhecido que estava ao seu lado, armado com uma faca. Ela informou ainda, que foi forçada a descer com ele e outro comparsa que também estava no ônibus, em uma parada em frente ao Centro de Ciências Biológicas e da Saúde da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). A dupla levou a jovem até um matagal, por trás de uma casa de shows próximo a um residencial no bairro de Bodocongó, e a forçou a ter relações sexuais.

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Patrícia Lelis

Um caso semelhante e de proporção nacional aconteceu em 2016, quando a jornalista Patrícia Lelis afirmou ter sofrido assédio sexual pelo deputado federal Pastor Marco Feliciano (PSC-SP).

O caso teve início quando Patrícia registrou boletim de ocorrência contra Talma Bauer, assessor do deputado, acusando-o de mantê-la em cárcere privado e ameaça-la com uma arma para gravar vídeos que inocentassem Feliciano dos crimes que ele havia cometido contra ela. Logo mais, a jornalista registrou um novo boletim de ocorrência, por abuso sexual contra Marco Feliciano.

O assédio, segundo ela, teria acontecido no dia 15 de junho daquele ano, no apartamento funcional do deputado na capital federal.

Após a conclusão do inquérito, a Polícia Civil de São Paulo informou que um laudo de uma psicóloga revelou que Patrícia é “mitomaníaca”, ou seja, possui transtorno de personalidade o que a faz mentir compulsivamente. A jornalista então, foi indiciada por denunciação caluniosa e extorsão.