Dúnia Serpa Rampazzo, promotora que cuida do caso da morte da advogada paranaense Tatiane Spitzner, afirmou que tem total convicção de que o marido da advogada foi quem cometeu o crime. Nesta quarta-feira (8), a 2ª Vara Criminal de Guarapuava acatou a denúncia do Ministério Público do Paraná (MPPR) contra o professor Luíz Felipe Manvailer. Ele é réu por cárcere privado, homicídio qualificado, feminicídio e motivo fútil.

O advogado Adriano Bretas, que defende o professor, afirma que ele não cometeu nenhum crime e deixa claro que qualquer conclusão é considerada prematura.

Gravações colhidas pelos investigadores mostram que Tatiane recebia frequentemente socos e chutes de seu marido. Além disso, outros tipos de violências estão sendo investigados, como de cunho sexual, por exemplo. Na concepção da promotora, a advogada não se suicidou ao cair do prédio, e sim, tentava escapar das agressões do marido. Uma testemunha teria visto Tatiane na varanda olhando para baixo, como se estivesse aflita, buscando uma alternativa para fugir. Rampazzo também falou sobre uma conversa que a advogada falecida teve com duas amigas.

Elas contaram que na noite em que morreu, Tatiane teria revelado para elas: "Hoje vou ficar solteira".

Frieza do suspeito

Quando Manvailer aparece no elevador, descendo para pegar o corpo da mulher, a promotora percebeu atos de frieza e que, segundo ela, comprovam que ele seria o responsável pelo crime. "A mulher acabou de morrer e ele está calmo", analisa a promotora. Ele também estaria olhando os dedos e as mãos como se tivesse dado um soco em alguém.

A promotora acredita que Tatiane foi até a varanda para ver se existia alguma forma de escapar das agressões dele. Como era muito alto, ela teria voltado para dentro do apartamento. De repente, a briga para e há um silêncio total. Nesse instante, o advogado desce pelo elevador para buscar o corpo da vítima no térreo.

A promotora ressalta que existem vários depoimentos que comprovam as agressões de Manvailer.

Ela contou que algumas amigas questionaram a vítima por ser tratada com apelidos humilhantes. Porém, ela afirmava que era apenas brincadeira dele. Aparentemente, ela morria de medo dos seus atos e tentava esconder isso das pessoas.

Constrangimento

Um episódio revelado é que o marido dela teria constrangido a advogada na frente de seus amigos. Ele teria apalpado suas nádegas e seus seios. Entretanto, ela sempre agiu de uma forma passiva e nunca reagia às agressões.

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