A crise que a Venezuela enfrenta é sem dúvidas uma das piores da história do país. A instabilidade econômica e Política faz com que centenas de venezuelanos cruzem as fronteiras entre o Brasil e a Venezuela todos os dias. A cidade de Pacairama, última do estado de Roraima antes de entrar na Venezuela, vê um êxodo migratório. Com isso, a cidade enfrenta um caos, pois a alta demanda faz com que os serviços públicos como educação e saúde, fiquem sobrecarregados.

O Governo Federal inclusive age contra o tempo para poder tomar o controle da situação.

O presidente Michel Temer assinou um decreto que garante a lei e a ordem no estado, mas para isso, conta com as unidades do Exército. As Forças Armadas tomarão conta das fronteiras e das rodovias federais. Com a entrada de muitos imigrantes por aquela região, crescem os problemas sociais. A governadora do estado, Suely Campos, solicitou a ajuda do governo, pois foi notificada que os venezuelanos estão traficando armas e drogas no entorno da região.

No entanto, não são somente esses problemas sociais que crescem na região.

O que infelizmente cresce é o número de casos análogos ao da escravidão. Entre 2017 e 2018, o número de casos aumentou em mais de 100%. Os brasileiros daquela região estão se aproveitando da crise enfrentada pelos venezuelanos.

De acordo com a entrevista feita pelo jornal Deutsche Welle, da Alemanha, a situação ruim da Venezuela ajuda os negócios de Pacairama. O faturamento de comércios da região cresceu em torno de até três vezes mais, pois a região tem exportado produtos para o sul da Venezuela.

A alta demanda faz com a cidade fronteiriça tenha mais giro de capital. Alguns venezuelanos, questionados sobre o que acham de trabalhar quase como escravos, dizem que ainda assim a situação é melhor que no país de origem. Outros venezuelanos torcem para que a fiscalização não chegue até esses locais, porque a única maneira deles trabalharem e darem sustento às suas famílias é se submetendo a este tipo de Trabalho.

Salários baixos

Os salários desses venezuelanos chegam aos R$ 300,00 por mês. Há outros tipos de serviços também, como descarregar e carregar caminhão de arroz. O valor diário é 15 reais. As mulheres trabalham como diaristas e chegam a receber entre 10 a 15 reais. Em alguns comércios da cidade se pode ver venezuelanos trabalhando, mas sem registro em carteira. O número de trabalhadores em situação irregular é grande. Os empresários e donos de negócios da região dizem que é muito difícil regularizar o trabalhador, além de ser muito caro para eles.

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