Em 2017, o número de pessoas que passam fome no mundo aumentou para 821 milhões. O número, no entanto, aponta que o índice mundial retrocedeu aos níveis de 10 anos atrás. O principal causador do aumento da fome no mundo são as mudanças climáticas, além da estagnação econômica e conflitos armados.

Hoje, no mundo, conforme relatório da Organização das Nações Unidas, uma em cada nove pessoas passa fome. No relatório divulgado nesta terça-feira, dia 11, a América do Sul e África tiveram os maiores índices de fome.

No Brasil, 2,5% da população chega a passar mais de um dia sem comer. Essa porcentagem no Brasil equivale a um pouco mais de 5,2 milhões de pessoas. No continente asiático, o número permaneceu estável.

Desse grupo de 821 milhões, 151 milhões são menores de cinco de anos. Essas crianças que representam 22% do total, sofrem pelo aumento da desnutrição. Avanços foram obtidos no combate à fome, no entanto, não foram suficientes.

Nas regiões em que a mudança climática foi o fator crucial para o aumento da fome, a ONU alerta para que medidas sejam tomadas a fim de evitar esse tipo de acontecimento.

A ONU também alerta que se houver outra catástrofe dessa, poderá ser ainda mais dramático o número das pessoas que passam fome no mundo.

Até 2030, a ONU alerta que medidas urgentes têm de ser tomadas, inclusive atitudes constantes e concretas, a fim de se obter resiliência e, consequentemente, a contenção do crescimento da desnutrição pelo mundo.

Crise na Venezuela contribui para aumento da fome na América Latina

A Venezuela sofre uma de suas piores crises. Em sua história, já é a pior delas. Na América do Sul, a crise migratória também é uma das maiores.

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A instabilidade política e econômica faz com que muitos venezuelanos fujam para os países vizinhos. Só na Colômbia, nos últimos 16 meses, cerca de 1 milhão de venezuelanos já entraram no país. No Brasil, o número chega a 800 por dia.

O Governo brasileiro tem tomado diversas medidas para acolher o povo venezuelano. No entanto, o presidente Michel Temer sugeriu que o povo permanecesse lá, a fim de enviar mantimentos para ajudá-los. O governo venezuelano não aceitou a sugestão.

A Venezuela sofre sanções econômicas e vê sua moeda entrar em ruína.

Com a desvalorização do Bolívar perante o dólar, os salários no país estão defasados e a inflação poderá chegar aos 1000% até o final desse ano. O presidente Nicolás Maduro acusa uma tentativa internacional de invasão a Venezuela para se apossarem do petróleo.

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