Após o traumático incêndio ocorrido no Museu Nacional, no Rio de Janeiro, equipes do Corpo de Bombeiros encontraram um crânio entre os destroços do Museu, na manhã desta terça-feira (04).

Acredita-se que esse crânio possa ser de Luzia, considerada pelos pesquisadores como a “primeira brasileira”. Esse crânio é um fóssil de aproximadamente 12 a 13 mil anos, encontrado em 1974 em Lagoa Santa, no estado de Minas Gerais.

Segundo o portal de notícias G1, um dos membros da equipe do Corpo de Bombeiros acabou se ferindo nas mãos, após tentar abrir um armário de ferro, aonde o crânio de Luzia era mantido pelo Museu.

Especialistas irão examinar o crânio para constar se de fato pertence a Luzia

Possíveis causas do incêndio

A Polícia Federal foi acionada para investigar as possíveis causas do incêndio. Segundo o Ministro da Cultura, Sergio Sá, uma das muitas possíveis causas possa ser a queda de um balão ou um curto-circuito.

Já se sabe que os detectores de fumaça do Museu Nacional não funcionaram no início do incêndio, o que acabou por dificultar o combate às chamas. Além disso, os hidrantes próximos ao museu não estavam abastecidos com água, o que atrasou o início dos trabalhos do corpo de bombeiro.

Pouco investimento

O valor histórico do Museu Nacional do Estado do Rio de Janeiro, é inegável. Nele eram mantidos um acervo de mais de 20 milhões de itens, como o crânio de Luzia, o fóssil humano mais antigo da América. Mobílias e vestuários da família real. Meteoritos achados em diversos estados brasileiros. O primeiro dinossauro montado no Brasil. Pinturas e documentos históricos, nunca vistos pelo público em geral.

No entanto, para manter um acervo como este, com valor financeiro incalculável, eram gastos apenas, R$ 205.821,00, previsão para 2018. Valor este que é menor do que a lavagem dos 83 carros oficiais da Câmara dos Deputados, ou menor do que os R$ 500.000,00 gastos por mês pelo Palácio da Alvorada, em Brasília, com manutenção e pessoal.

Pouco caso com a cultura

Infelizmente, nosso país, não é dado muito a valorizar a sua arte ou a sua história.

Casos como o do incêndio do Museu Nacional do Rio de Janeiro, evidenciam o pouco investimento que os governantes destinam para a cultura no Brasil. Nossos museus e bibliotecas estão cada vez mais sucateados. A população não é incentivada adequadamente a frequentar estes espaços, o que acaba por fazê-los serem esquecidos e consequentemente serem extintos.

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