Nas primeiras horas da noite de domingo, 02 de setembro, os brasileiros acompanharam as tristes imagens do Museu Nacional sendo consumido pelo fogo. O incêndio começou por volta das 19h30, horário de Brasília, e até o momento as causas são desconhecidas. O Museu já estava fechado quando os primeiros focos de incêndio foram identificados, apenas três vigilantes estavam na Instituição nesta hora e conseguiram sair do prédio sem qualquer ferimento.

O fogo se alastrou rapidamente e consumiu praticamente todo o prédio.

Algumas imagens áreas mostraram os três andares do Museu nacional, completamente em chamas. Os bombeiros foram chamados e cerca de 12 equipes, de várias partes do Rio, atuaram no combate às chamas.

Falha nos hidrantes prejudicaram o trabalho dos bombeiros

Segundo informações dadas pelo comandante dos bombeiros, Roberto Robadey, os hidrantes não tinham pressão e isso prejudicou o trabalho de suas equipes durante o combate ao fogo "Tivemos um pouco de dificuldade no início. Chegamos com um caminhão de 30 mil litros e fomos buscar água nas proximidades.

Os hidrantes daqui não funcionaram e tivemos que trazer mais carros", disse o comandante.

Após 9 horas o Museu Nacional ainda tem pequenos focos de incêndio

Segundo imagens postadas por volta das 6 horas desta segunda-feira, 03 de setembro, o Museu Nacional amanheceu ainda com pequenos focos de incêndio e os bombeiros continuam trabalhando no local, agora no trabalho de rescaldo. Equipes de 12 quartéis estão há mais de nove horas tentando por fim ao incêndio e somente após o controle total os agentes da perícia poderão ter acesso ao local.

O que foi perdido e o que foi salvo do acervo?

Até o momento, sabe-se que algumas poucas peças foram salvas, mas a maior parte do acervo foi perdida durante o incêndio. Os danos são incalculáveis e inestimáveis. O Museu abrigava peças únicas, que iam desde esqueletos de dinossauros a múmias egípcias.

Segundo Claudio Prado de Mello, do Iphan, as consequências do incêndio são enormes, sem avaliação possível e irrecuperáveis.

“São peças egípcias, gregas, romanas. Esse patrimônio todo foi guardado dentro de uma casa, preservados, juntou-se peças pré-colombianas e as peças mais importantes da Arqueologia brasileiras estavam aqui concentradas. Múmias indígenas preservadas naturalmente, o fóssil de Luzia e todas as peças aqui estavam e, de um momento para outro, a gente tem essa perda. É incomensurável. Não podemos avaliar, não podemos recuperar".

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Atualmente, o Museu Nacional era administrado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

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