A juíza Vânia Regina Gonçalves da Cunha, da Vara de Execuções Criminais de Taubaté, negou o pedido de liberdade solicitado pela defesa de Suzane Von Richthofen.

Presa há mais de 15 anos pela morte dos pais, Suzane foi submetida a diversos exames psicológicos nas últimas semanas para avaliar sua personalidade. Um dos testes a que foi submetida é o chamado "Teste de Roscharch", amplamente aplicado em vários países.

Após as análises dos testes foi concluído o seguinte: "A presidiária é egocêntrica, narcisista e influenciável para condutas tipicamente violentas."

Isso, na prática, quer dizer que ela deve ficar mais tempo na cadeia, apesar de ter cumprido 1/3 da pena.

Com posse deste laudo, a Promotoria recomendou à Justiça que Suzane seja mantida atrás das grades.

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O que disse a defesa

A defesa de Suzane Von Richthofen disse que os argumentos tipificados no laudo solicitado pela Promotoria com relação a sua cliente podem ser encontrados em qualquer pessoa, seja ela presa ou não. E mais, disse que não são indicadores de que Suzane volte a cometer atos deliquentes.

Além disso, a defesa manifestou que, sob este parecer, produziu um laudo paralelo que será posteriormente apresentado à Justiça.

Já a Promotoria e a Defensoria Pública não se manisfetaram, já que o processo corre em segredo de Justiça.

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O crime

Suzane era filha de Manfred e Marisia Von Richthofen.

Esta última uma psiquiatra. Já Manfred era engenheiro muito rico e conhecido como expert em operações financeiras.

Ambos foram aassassinados cruelmente, enquanto dormiam, em sua mansão no Campo Belo, zona sul de São Paulo à golpes de barra de ferro, no dia 31 de outubro de 2002, defenestrados pelo namorado e pelo cunhado de Suzane, os irmãos Cravinhos. A cena do quarto foi remodelada para simular uma invasão à residência.

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O casal foi sepultado no dia seguinte (1° de novembro) no cemitério Redentor, localizado na zona oeste da capital. Suzane e seus cúmplices simularam todo o papel, inclusive choraram durante o sepultamento.

Dois dias depois Suzane fazia aniversário. O que para os investigadores, na época, colocava mais luz às suspeitas da premeditação do trio.

Condenada a 39 anos, desde então Suzane cumpre pena em Tremembé, a 129 km de São Paulo, tendo conquistado o direito ao regime semiaberto, que lhe permite até 5 saídas da penitenciária a cada ano, e o polêmico direito de curtir o Dia das Mães.

Atualmente, Suzane desenvolve o trabalho de costura em uma das alas da penitenciária.

Recentemente, conforme publicamos aqui, Suzane Von Richtofen terá sua vida retratada em filme. O longa "A menina que matou os pais", inclusive, já estaria sendo gravado.

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