Daniella Cândido Cardoso, conhecida como 'Dani Bumbum' ou 'Dani Sereia', responsável por um preenchimento estético que causou a morte de Fernanda do Carmo Assis, 19 anos e microempresária, teve o pedido de liberdade provisória negado pela Justica, nesta quinta-feira (25).

A informação saiu na data de hoje (26), na coluna de Ancelmo Góis no jornal 'O Globo'.

Dani está presa desde o dia 16, quando teve prisão temporária decretada e entregou-se à Polícia.

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Baseado no fato de que ela voluntariamente foi até a sede da 31ª DP, seu advogado pediu que ela respondesse pela morte de Fernanda Assis em liberdade.

A 1ª Vara Criminal do Rio negou o pedido do advogado Vinicius Rodrigues uma vez que o resultado preliminar de exame cadavérico acusou que a morte da microempresária realmente se deu por embolia pulmonar, causada por substância injetada.

O que é, exatamente essa substância ainda não foi concluído e exames complementares foram pedidos, mas a polícia trabalha com a hipótese de que seja silicone industrial injetado por Daniella em Fernanda que morreu nove dias depois do procedimento, no último dia 4 de outubro.

'Dani Bumbum' não era médica e não tinha autorização para realizar esse tipo de intervenção e cobrou por ele, de acordo com testemunhas, R$ 1 mil, que a vítima pagou metade em depósito bancário e a outra metade com cartão de crédito.

Entenda o crime

A esteticista se dizia médica e cobrava a quantia de R$ 3,5 mil a cada litro de silicone industrial injetado que ela vendia como sendo metacril.

A morte da empresária, que não foi a única vítima da falsária, desencadeou seu pedido de prisão e uma de suas vítimas testemunha de que Daniella pode ter feito mais de 40 vítimas, todas caindo no golpe do silicone industrial e muitas delas com várias complicações pós procedimento.

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A testemunha, cujo nome é mantido em sigilo pela polícia, afirmou que Dani foi indicada por uma amiga e quando se encontraram ela afirmou ter feito mais de 40 procedimentos, inclusive em esposa de jogadores de futebol. Disse que era experiente e que a vítima não precisaria se preocupar com nada.

A testemunha disse ainda que pagou R$ 3 mil em dinheiro e o restante em 30 dias. A testemunha, que também é vítima afirma ter colocado 1 litro do que deveria ser metacril nos glúteos e que depois de uma semana mais meio litro da substância que veio a descobrir ser silicone industrial.

A moça afirma que ficou com muitas sequelas e sofre dores, além de não conseguir ficar em pé por muito tempo.

Outras vítimas estão sendo ouvidas pela polícia, que investiga cuidadosamente o caso e que preferiu não conceder liberdade temporária porque acredita no perigo de 'Dani Bumbum' fazer mais vítimas até o julgamento do caso.

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