Um desespero total tomou conta da família da cabeleireira Alline Figueiredo Cruz, 28 anos, que desapareceu na última quarta-feira (17) na cidade de Várzea Grande, município que integra a Grande Cuiabá. A mulher simplesmente sumiu sem dar notícia, o que causou estranheza na família, que logo buscou reportar o caso às autoridades. Alline teria saído de casa para fazer um curso em um shopping da cidade, mas acabou não chegando ao curso e nem dando notícias.

A família procurou a Polícia Civil da cidade, no dia seguinte do desaparecimento, e abriu um Boletim de Ocorrência relatando o suposto trajeto de Alline.

Ela estava com o carro da família, um Ford prata, quando desapareceu. Familiares e amigos também fizeram postagens para ajudar a encontrar a jovem que simplesmente sumiu. Para aumentar a preocupação da família, o carro foi encontrado em um bairro da cidade de Cuiabá, supostamente abandonado.

Alline foi encontrada e alegou ter sido sequestrada

Na noite de domingo, Alline pediu ajuda da Polícia Militar. Ela relatou ter sido rendida por três criminosos armados que a obrigaram a seguir com eles em outro automóvel, sendo mantida trancada no quarto de uma residência durante quatro dias.

O problema é que a história começou a não mais fazer sentido, principalmente por conta de testemunhas terem visto a jovem tomando bebidas com um homem e um bar local.

A polícia interrogou a mulher novamente e, diante da pressão, ela acabou confessando a falsa comunicação de crime, que também é crime.

Confissão de Alline

Quando confrontada pela polícia, a cabeleireira não teve como fugir da verdade e confessou que estava na companhia de Marcelo, um homem que conheceu pelo Facebook há cerca de um mês.

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Como a bebedeira foi grande na noite do encontro, ela acabou perdendo o horário para chegar em casa e decidiu criar uma história para se livrar da cobrança que sofreria de seu marido em casa. Foi aí que surgiu a ideia de afirmar que havia sido sequestrada. Ela aproveitou e ficou quatro dias com o amante em uma chácara no interior do estado. Ela chegou a comprar um chip pré-pago de uma operadora para simular o sequestro. Até mesmo rasgou as próprias roupas para dar veracidade ao caso.

Com a verdade vindo à tona, Alline e Marcelo foram indiciados por falsa comunicação de crime. Ainda segundo a cabeleireira, Marcelo tentou evitar que ela encenasse o crime, mas ela decidiu fazê-lo assim mesmo.

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