No último sábado (27), a estudante Geovanna Crislaine Soares da Silva, de 17 anos, foi encontrada gravemente feriada ao lado de um veículo, em uma estrada do bairro Caputera, em Sorocaba, no interior de São Paulo. Ela chegou a ser socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), mas morreu pouco depois. No dia seguinte, seu ex-namorado, Jackson Silva dos Santos, se apresentou em uma delegacia de Votorantim, cidade vizinha onde ocorreu o crime, e confessou que matou a jovem, porém ele foi liberado após prestar depoimento.

O rapaz não ficou detido por conta da lei eleitoral, que não permite que pessoas sejam presas menos de cinco dias antes das eleições ou após 48 horas do pleito, a não ser em flagrante, o que não foi este caso. O delegado Gilberto Montenegro afirmou que Jackson foi indiciado por homicídio e terá decretada sua prisão. A determinação que o livrou de ficar preso já no domingo (28), está prevista no artigo 236 do Código Eleitoral.

A jovem foi enterrada nesta segunda-feira (29), no cemitério São João Batista, em Votorantim.

O crime

Jackson compareceu à delegacia acompanhado de seus familiares. Em seu depoimento, o acusado disse que foi buscar a jovem no local onde ela trabalhava e no caminho iniciaram uma discussão. Em seu relato, o rapaz falou que a garota jogou seu celular para fora do veiculo e esfaqueou a vítima. Um homem que passava pelo local interviu e pediu para que ele cessasse as agressões. Jackson então deixou o local correndo e soube apenas que Geovanna havia morrido através de conhecidos.

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Polícia

Ele disse ainda que está arrependido.

Ainda de acordo com informação do boletim de ocorrência, ao saber que a jovem estava morta, o acusado teria informado seu irmão, por telefone, que precisaria “ficar escondido por algum tempo”, mas naquele momento não havia mencionado a razão pela qual precisaria fazer aquilo.

Índices de feminicídio em 2018

De janeiro até setembro de 2018, de acordo com dados da Secretaria Estadual de Segurança Pública de São Paulo, 86 mulheres foram vítimas de feminicídio no estado.

O número já é maior do que registrado em todo o ano passado, quando 85 mulheres foram assassinadas.

E os números tendem a crescer, uma vez que não estão contabilizados ainda os números de outubro, onde apenas em Sorocaba, duas mulheres foram mortas com arma branca no último final de semana. Além de Geovanna Crislaine, no sábado (27), a empresária Gleide Querino de Oliveira Moncayo, de 44 anos, foi morta a facadas pelo marido.

O crime foi cometido na frente da filha de nove anos.

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