Nesta terça-feira (30), foi emitida uma nota oficial do juiz Sérgio Moro, que coordena a Operação Lava Jato, dizendo que está honrado por ser lembrado pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), para o Ministério da Justiça. Essa menção do novo governo foi feita em uma entrevista de Bolsonaro que concebeu para o SBT, que além de ser ministro da Justiça ou ser ministro do STF (Tribunal Superior Eleitoral). Moro promete pensar e ter uma discussão sobre o convite.

Convite do presidente eleito

Em entrevista nesta segunda-feira (29), o presidente eleito Bolsonaro, afirmou que vai convidar o juiz Sérgio Moro para o Ministério da Justiça ou para o STF. Gustavo Bebianno, presidente do PSL, já tinha feito a divulgação da informação que Moro seria convidado para o cargo. Bolsonaro disse, que pretende ter uma conversa com Moro e havendo algum entendimento, vai ser feito o convite.

Resta a ele, segundo Bolsonaro, aceitar ou não.

Bolsonaro disse em entrevista ao SBT, que só pôde falar sobre o assunto, depois das eleições, porque se fosse antes, soaria como algo oportunista. Ainda complementa, que Moro é uma pessoa excepcional e tem bastante apoio popular e além de ter o conhecimento. Na pasta da Justiça, poderá ser um grande parceiro para combater a corrupção.

Segundo informações do site do UOL, pelo menos dois ministros do STF serão indicados no governo Bolsonaro.

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Jair Bolsonaro Sergio Moro

O decano, Celso de Mello e o ministro Marco Aurélio Mello vão deixar a Corte em 2020 e em 2023. Caberá ao presidente da República fazer a indicação aos ministros substitutos do tribunal.

O juiz que prendeu um ex-presidente

O juiz Sérgio Moro, que condenou, em julho de 2017, do ex-presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a sentença de 9 anos e seis meses de prisão por causa do crime de corrupção passiva.

Junto, tem a condenação de lavagem de dinheiro e também, no caso do tríplex do Guarujá.

A defesa do ex-presidente recorreu da sentença, que foi no julgamento em segunda instância, o Tribunal Regional Federal da 4º Região (TRF-4) aumentou a sentença de Lula para 12 anos e um mês de detenção. No mês de abril de 2018, o TRF-4 fez afirmação que não poderia existir mais nenhuma possibilidade de a defesa de Lula apresentar algum recurso ao tribunal e soltou um ofício de autorização do cumprimento da sentença.

Horas após esse ofício, Moro decretou a prisão do ex-presidente Lula.

Nessa época, Lula era pré-candidato do Partido dos Trabalhadores (PT), à Presidência da Republica. Essa candidatura foi barrada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) meses depois.

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