O Brasil inteiro acompanhou a repercussão de um assalto que ocorreu em frente a uma escola, na cidade de Suzano, na Grande São Paulo. O fato aconteceu no mês de maio deste ano e ganhou grande notoriedade na mídia. Elivelton Silva Ferreira, de 20 anos, foi morto depois que anunciou o assalto em frente ao colégio Ferreira Master, em 12 de maio.

Uma agente da polícia militar [VIDEO] que estava em seu dia de folga acompanhava sua filha de sete anos naquele dia. A PM não pensou duas vezes e acabou reagindo ao assalto, atirando três vezes contra o meliante. O caso virou manchete de vários jornais na ocasião, além de gerar um grande debate nas redes sociais.

Muitas pessoas acabaram criticando a postura da policial. Já outras concordaram com a atitude e elogiaram a agente.

O fato é que a policial Kátia da Silva Sastre ganhou fama com a grande repercussão do seu ato. Ela foi uma das deputadas eleitas no último pleito, tendo sido a sétima mais votada em seu estado, São Paulo. Katia conseguiu 264.013 votos no total. No entanto, a agente vai precisar encarar um processo judicial.

Processo

Os familiares do assaltante que acabou morto durante o assalto abriram um processo judicial contra a policial. Eles estão requerendo uma indenização no valor de R$ 477 mil. A motivação do processo se deve ao fato da PM ter usado as imagens do assalto em sua propaganda eleitoral.

O assalto foi todo registrado através de câmeras de segurança. De acordo com a mãe de Elivelton, Regiane Neves, Kátia estava cumprindo o seu dever e em nenhum momento questionou a atitude da policial.

Porém, o fato de usar as imagens para promover sua candidatura, passando todos os dias as imagens no horário eleitoral, causou grande dor e constrangimento para toda família. Além de denegrir a imagem de uma pessoa que já morreu.

Regiane disse que usar as imagens na propaganda foi algo extremamente sem noção. Regiane disse ainda que como agente da Polícia ela poderia matar e que se estivesse em seu lugar também protegeria as crianças. No entanto, a mãe fez questão de ressaltar que o filho gostava de crianças e que tem certeza que o rapaz não atacaria os estudantes.

Durante a propaganda eleitoral, Kátia, a policial [VIDEO] e agora deputada eleita, afirmava que atirou e atiraria novamente, ressaltando ainda o fato de ser uma mulher de coragem. O jornal Folha de São Paulo teria tentado entrar em contado com a deputada federal eleita, porém Kátia teria preferido não comentar a situação, pois ainda não havia recebido nenhuma notificação oficial da Justiça.