Juntar os cacos seria o termo para a fase em que se encontra a reconstrução do Museu Nacional do Rio de Janeiro. Ainda chocados, os cariocas, os brasileiros e outros povos do mundo não absorveram totalmente o incêndio nefasto ocorrido no mês de setembro de 2018.

Praticamente 90% do acervo foi consumido pelas chamas, o que denota uma perda incalculável para a ciência e para a cultura.

No entanto, aquela célebre frase de que a ajuda vem dos lugares mais inimagináveis adquire maior realce quando se trata de um canal como o “National Geographic” voltar suas atenções e câmeras para o Museu Nacional.

Amanhã, dia 22/10, estreia um documentário denominado “Explorer Investigation: O Incêndio no Museu Nacional” no canal fechado do “NatGeo”. Quinto maior museu do mundo, o Museu Nacional foi homenageado por uma série de relatos e depoimentos a serem vistos em episódios.

Com duração de uma hora por dia, o documentário foi rodado em outras cidades como Paraty, Brasília e São Paulo. Além do Rio, certamente.

Um primeiro olhar foi direcionado para mostrar os duzentos anos de existência do museu até efetuar o congelamento da narrativa no dia 2 de setembro, data do fatídico incêndio.

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Outra abordagem do documentário explorará o aspecto de seu valor científico e de como se transformou num ícone de identidade do Brasil, registrando a passagem das diversas gerações pelo local.

A exibição se dará não só no Brasil, mas outras partes do mundo poderão conferir detalhes e informações acerca do Museu Nacional do Rio de Janeiro.

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Televisão

O formato do documentário foi repartido em três edições chamadas assim: Patrimônio Histórico: Memória Coletiva, Ciência e História; Motor de Conhecimento e Impacto da Tragédia; Apontamentos Futuros.

Entre os entrevistados aparecem o Diretor do Museu Nacional, Alexander Kellner, a encarregada da Unesco para a preservação do sítio cultural da Síria, Cristina Menegazzi e o Príncipe Dom João de Orleans e Bragança.

Curioso observar que o Museu Nacional foi palco de personalidades do mundo científico no intuito de visitá-lo: o cientista Albert Einstein, o inventor Santos Dumont, o antropólogo Lévi-Strauss e a física Marie Curie foram algumas dessas figuras que aportaram no Rio de Janeiro.

Ele é mais do que um museu: considera-se como um centro vivo de pesquisa, além de ser um espaço de contemplação e entretenimento.

No século XIX, abrigou a Família Real Brasileira. Em 1946, o Museu Nacional foi incorporado à administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro e, desde então, continha um acervo estimado em 20 milhões de exemplares e objetos.

Impacto

O fogo não só deixou graves sequelas na memória e cultura brasileiras como paralisou estudos e pesquisas científicas desenvolvidos dentro da área do Museu Nacional.

Grande parte do acervo estava guardado em outras salas de estudo, reservadas aos cientistas e, portanto, não disponíveis ao público em geral. Tanto os pesquisadores brasileiros (e mesmo da UFRJ) quanto os estrangeiros vinham para o Rio a fim de consultar materiais sobre botânica, arqueologia, zoologia e paleontologia.

Para quem não conhece a extensão da importância do Museu Nacional, segue uma frase dita pelo CEO da NatGeo, Gary Knell: “O compromisso da National Geographic não se limita à vida selvagem e ao meio ambiente – ela se estende ao legado cultural da humanidade. Isto posto, temos empatia com o Brasil pela enorme perda e fomos levados a agir.”

No mês passado (setembro) o próprio Knell se ofereceu para doar parte de seu acervo pessoal e apoio financeiro para a reconstrução do Museu Nacional.

Um lembrete bem válido para os interessados e aficionados: a série da National Geographic será exibida a partir de 22/10 – às 19h45.

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