Na manhã deste último sábado, uma transexual foi espancada por 4 homens em Nova Iguaçu, Baixada Fluminense. O caso foi registrado na 53ª DP, como lesão corporal por homofobia. A técnica de enfermagem, de 41 anos, contou que estava indo para casa, por volta das 8 horas quando quatro homens a cercaram.

Ela ia atravessar a passarela quando foi abordada e os sujeitos já começaram ofendendo e disseram que Jair Bolsonaro precisa ganhar para presidente para poder 'tirar esses lixos da rua'.

"Deve estar com Aids", disse um dos agressores. Enquanto isso, um deles pegou uma barra de ferro e bateu na transexual, acertando sua cabeça e os demais foram para cima dela, com chutes, pontapés e socos. Julyanna ficou com hematomas por todo o corpo.

Violência contra transexual

Julyanna contou que aproveitou um momento de descuido do grupo para sair correndo, mesmo estando muito machucada, e quando chegou em casa foi levada pelos irmãos até a UPA de queimados, onde foi atendida e recebeu 10 pontos na cabeça.

Outras partes do corpo dela ficaram muito feridas. A princípio ela preferiu não registrar ocorrência, mas depois a coordenadora de Diversidade Sexual de Mesquita a orientou para que fizesse isso.

A transexual disse que ficou não só com vergonha, mas também com medo, sem contar que tem a terrível sensação de que não vai dar em nada. Ela contou que no momento em que foi abordada pelo grupo e começou a apanhar violentamente, muitas pessoas estavam no ponto de ônibus e ficaram só olhando, sem nada fazer.

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Polícia

"Por que vou reclamar? Quem eu sou?", lamentou Julyanna, dizendo que aquelas pessoas poderiam ter feito algo, mas ninguém quis se envolver.

Julyanna é a primeira transexual a cantar funk e no meio artístico é conhecida por todos como 'Garota X - Mulher Banana'.

Este foi o terceiro ataque homofóbico sofrido por Julyanna e ela disse que isso não irá intimidá-la e que continuará vivendo sua vida normalmente, pois tem direitos como todo cidadão brasileiro e pode ir onde quiser, a hora que quiser.

Ela contou ainda que muitas pessoas estão usando o nome de Jair Bolsonaro para cometer atos bárbaros. Este foi mais um caso entre tantos outros, com apologia ao candidato. Como costuma andar mais pelas manhãs, passará a tomar mais cuidado, porém, é uma rotina de medo, pois não sabe quando será atacada.

"Eu era executada como um bicho", lamentou a transexual, que apanhava enquanto uma plateia assistia a tudo atônita, sem reação.

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