Segundo uma reportagem publicada pelo jornal Folha de S.Paulo, o WhatsApp teria punido empresas responsáveis por distribuição de mensagens em massa. Para essas, a plataforma foi bem severa e decidiu bani-las.

Tal anúncio da plataforma de mensagens saiu um dia após a Folha ter anunciado uma outra reportagem onde acusava o candidato à Presidência da República do PSL, Jair Bolsonaro, de ter se envolvido em esquema de caixa dois, supostamente, pagando por envio de mensagens com conteúdo voltado contra o partido oposto ao seu, o PT.

Segundo a lei eleitoral, é proibido o apoio de empresas a partidos e em especial a candidatos. Ou seja, elas não podem fazer campanhas eleitorais demonstrando apoio a determinado candidato, seja para qualquer tipo de cargo ele esteja concorrendo.

Embora o WhatsApp, plataforma que atualmente pertence ao Facebook, tenha sido bem clara em relação a sua decisão, a mesma não quis revelar quais foram as empresas que foram punidas.

No comunicado em questão, o WhatsApp informou que medidas legais foram tomadas para impedir que algumas empresas continuassem a enviar mensagens em massa através da plataforma, e ainda que algumas contas de usuários já teriam sido banidas através de tais medidas.

Denúncia de caixa dois contra Bolsonaro

Na sexta (19), o Jornal Folha de São Paulo publicou uma outra reportagem, afirmando que pelo menos quatro empresas supostamente estariam envolvidas em um esquema empresarial para impulsionar a candidatura de Jair Bolsonaro.

De acordo com a reportagem, entre as empresas envolvidas estavam: A Quickmobile, a Croc Services, a Yacows e a SMS Market.

O candidato do PSL, Jair Bolsonaro, negou tal envolvimento com as empresas citadas. E a partir daí a hashtag #Caixa2doBolsonaro, passou a ser uma das trending topics do Twitter.

Para os que apoiam o candidato à presidência da República, tais acusações não passam de fake news e divulgam que o apoio que Bolsonaro recebe pelas redes sociais é totalmente espontâneo.

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Jair Bolsonaro Eleições

Segundo a denúncia da Folha, tal esquema envolveria um contrato de R$ 12 milhões, com o qual Bolsonaro nega qualquer tipo de envolvimento.

Após tais acusações, o PT fez um pedido ao TSE para que uma investigação mais precisa seja realizada sobre o caso. E no PDT, o candidato Ciro Gomes, que já não concorre mais nas Eleições, fez um pedido para que o primeiro turno seja anulado por conta do ocorrido.

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