Um garoto de 16 anos morreu nesta sexta-feira (16), atingido por um tiro disparado acidentalmente de uma arma que ele mesmo manuseava ao tentar tirar uma selfie. O caso aconteceu na Cidade Líder, bairro da Zona Leste de São Paulo e a arma pertencia a um casal de policiais militares.

De acordo com informações passadas pela assessoria de imprensa da Polícia Militar, Santhiago Kiss Camargo, junto com outros adolescentes, estavam no apartamento de uma amiga, também adolescente, de 14 anos, cujos pais são PMs e que não se encontravam no local no momento da fatalidade.

Eles encontraram uma pistola .40, pertencente à corporação, que estava guardada dentro de uma caixa, em cima de um armário.

O jovem teria pegado o armamento para fazer uma foto, quando aconteceu o disparo acidental, que lhe atingiu no peito. Um helicóptero Águia da PM chegou a ser usado para socorrer o adolescente, que não resistiu aos ferimentos e morreu.

A Polícia Civil ai apurar as responsabilidades pela morte do menino.

Tanto a pistola, quanto o celular usando para tirar a fotografia foram encaminhados para a perícia e o caso foi registrado no 53º Distrito Policial (DP), Parque do Carmo, como morte acidental e morte suspeita.

A morte do adolescente causou comoção nas redes sociais e vários amigos postaram mensagens para homenageá-lo.

A curiosidade aguça, diz pai da vítima

O pai do adolescente que morreu com tiro acidental deu entrevista neste sábado (10), ao Portal G1, onde disse que o filho acabou sendo morto por conta da curiosidade.

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“Hoje, nesse mundo que a gente está, a curiosidade aguça”, disse Anderson Camargo. “Infelizmente, meu filho foi uma vítima dessas, e veio entrar em óbito”, completou. De acordo com Camargo, seu filho sabia da existência da arma na casa do vizinho. Todos os adolescentes moram no mesmo condomínio.

Os outros dois jovens que estavam na casa foram ouvidos e afirmaram que Santhiago entrou sozinho no cômodo onde a pistola estava guardada.

Uma análise feita no apartamento onde ocorreu o disparo. De acordo com o que foi registrado no boletim de ocorrência, a trajetória da bala, em uma análise inicial, confirma a versão de que o tiro foi dado acidentalmente no momento em que o garoto tentava fazer uma foto em frente ao espelho.

O dono da arma também prestou depoimento e afirmou que havia a guardado em uma caixa, atrás de outros objetivos e que havia saído para trabalhar, levando junto outra arma.

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