Nesta segunda-feira (5), suspeitos, testemunha e novas provas agitaram o caso Daniel na 1ª Delegacia Regional de São José dos Pinhais (PR). O jogador foi morto no último dia 27 e áudios gravados entre Edison Brittes Júnior e um amigo do jogador mostram que o suspeito, que assumiu o crime, tentou se solidarizar com a dor da família e teria dissimulado o assassinato do rapaz.

Novos testemunhos

Além disso, também no mesmo dia, depuseram uma testemunha-chave do caso, uma moça que diz ter ficado com o jogador na boate em Curitiba, além de Allana Brittes e uma importante testemunha, a mãe da jovem, Cristiana Brittes, que, segundo a versão do suspeito principal, teria sido atacada pelo jogador e, por conta disto, desencadeado toda a ação de violência.

O testemunho da matriarca da família Brittes foi revelado à imprensa pelo advogado da família, Cláudio Dalledone Júnior. A mulher teria confirmado que Daniel Corrêa se trancou com ela no quarto e que ela estava embriagada e dormindo. Entretanto, alguns minutos depois ela acordou, recobrou a consciência e o viu em cima dela, apenas de cueca e com o membro ereto. Cris então teria gritado por socorro e Juninho chegou para salvaguardar a honra da família.

A versão é contestada pela família do jogador, já que ele nunca se envolveu em nenhuma ilicitude. O advogado da família Corrêa ainda garante que a tese da defesa de denegrir a imagem do jogador será esclarecida e refutada nos tribunais.

Já a testemunha-chave, a moça que diz ter ficado com Daniel, só conseguiu ouvir gritos quando a confusão começou (gritos de homens e mulheres) e ainda confirmou que Daniel foi colocado ainda vivo no porta-malas do carro. Outra novidade é que, além de Juninho, outros três suspeitos também seguiram no carro do empresário, para o desfecho do crime.

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Polícia

Áudios comprovariam a frieza do suspeito

Segundo a mãe do jogador, Dona Eliane, Edison chegou a consolá-la por telefone e afirmar que ele não sabia do paradeiro do jovem. Ainda se ofereceu para ajudar a senhora, no que fosse necessário.

Em outra ligação, desta vez gravada, Edison conversou com um amigo do jogador e revelou estar arrasado com a morte. A chamada que aconteceu logo depois de encontrarem o corpo do rapaz demonstrou, segundo a mãe de Daniel, frieza do assassino confesso.

A RPC, afiliada da Globo no Paraná, conseguiu o áudio com exclusividade que mostra a tentativa de Edison de consolar o interlocutor e ainda chegou a dizer que sua "filhinha" estava completamente chocada. “Que tragédia. Triste, muito triste. Pensa aí numa forma de podermos ajudar que faremos de tudo (...) A gente não sabe o que aconteceu, ele foi embora. Ele não saiu do celular e foi embora”, revelou o suspeito.

Já o advogado de Edison diz que a ligação não promove uma reviravolta e, sim, a tentativa dele se defender, mas que depois ele colaborou com a Polícia apontando onde estava a arma do crime (e pedaços do corpo arrancados de Daniel).

Ouça o áudio:

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