O UOL Esporte teve acesso a dois Boletins de Ocorrência (BO) em desfavor de Edison Brittes, o Juninho Riqueza. Um deles sobre um suposto disparo de arma de fogo na residência do casal Brittes. Outro revela que a própria mãe de Juninho foi até a Polícia para relatar uma desavença que culminou em agressão verbal do homem contra ela.

Os dois BOs têm o suspeito de matar Daniel como acusado e foram lavrados em 2018, meses antes do assassinato brutal que ceifou a vida de um talentoso jogador de futebol.

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Edison, aliás, assumiu a autoria de um dos crimes mais brutais do país que contou com sessão de espancamento, tortura, mutilação genital e facadas no pescoço. O caso, que segundo o delegado Amadeu Trevisan está praticamente resolvido, já tem seis suspeitos presos: pai, mãe e filha da família Brittes, além de Igor Kyng, Eduardo e David, que foram presos por serem suspeitos de ajudar Edison na morte de Daniel.

Edison Brittes teria discutido com sua esposa, Cristiana, e disparado arma de fogo

Após uma denúncia de disparo de arma de fogo na residência dos Brittes, a polícia foi até o local e conversou com o casal. Cristiana teria dito que teve um desentendimento com seu marido, Juninho. De todo modo, os dois negaram os tiros dentro da residência. Cabe lembrar que Edison tem uma arma registrada em casa.

O casal também não permitiu que a polícia averiguasse dentro da residência, o que impossibilitou atestar se houve mesmo disparo de arma de fogo no local. "Em contato com a senhora Cristiana a mesma relatou que teve um desentendimento com seu esposo, onde o mesmo a ameaçou. Perguntada se houve disparos de arma de fogo no local, ambas as partes negaram", diz o BO.

Mãe de Juninho também prestou queixa contra o filho

Já em outro BO que o site teve acesso, a própria mãe de Edison Brittes, Dona Doralice Ferreira dos Santos, acusou o filho de proferir injúrias contra sua pessoa.

O homem teria xingado a mãe com palavrões e ainda dito que ela vive às custas dos outros. Tudo aconteceu depois que a senhora foi cobrar uma dívida do filho, que havia sido feita anteriormente.

Além dessas duas queixas na polícia, Edison também responde por outros crimes na Justiça. Ele é acusado de porte ilegal de armas (mesmo tendo registro da arma, ele não pode portá-la sem permissão específica) e por receptação de produto roubado.

Edison assumiu que matou Daniel, mas negou tortura. Disse apenas que tentou defender a Mulher de um suposto abuso, o que foi descartado pelo delegado.

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