Nesta quinta-feira (15), mais um suspeito de envolvimento no crime que tirou a vida do jogador Daniel Corrêa, de 24 anos, foi detido pela Polícia Civil do Paraná. Eduardo Purkote, de 18 anos, estaria na casa dos Brittes no dia do assassinato acompanhado de seu irmão gêmeo.

Segundo relatos, os dois teriam chegado juntos ao local, de Uber, para continuar a comemoração do aniversário de Allana Brittes, de quem seriam amigos desde a época do colégio.

Informações contraditórias

Em relação à participação dos mesmos nas agressões que acabaram tirando a vida do atleta, há várias informações contraditórias que tornam a investigação imprecisa.

Conforme depoimentos prestados por dois outros suspeitos, os dois irmãos teriam participado das agressões, entretanto, Edison Brittes, que confessou a autoria do crime, colocou apenas um dos gêmeos no cenário do crime.

Uma das testemunhas ouvidas pela polícia também afirmou que apenas um dos jovens bateu em Daniel, enquanto o outro tentou impedir o mesmo de continuar as agressões.

Ainda, em contrapartida, outras pessoas que participaram da festa e foram ouvidas teriam declarado que nenhum dos dois teria se envolvido no crime.

Dificuldades na identificação

As testemunhas que apontaram os irmãos como parte do grupo que agrediu o jogador não foram capazes de identificar qual gêmeo fez o quê, devido ao fato deles serem idênticos. Nem mesmo Edisson Brittes, que confirmou a participação de um deles nas agressões, sobre precisar qual. Segundo o relato de Juninho, quem agrediu Daniel estava com a camiseta escura, não sabendo dizer o nome do jovem em questão, apenas o nomeando por Purkote.

Os investigadores, por sua vez, comentam que o fato de terem que se fiar em características como penteado e cor de roupa para identificar o suspeito deixa a situação muito mais difícil.

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Defesa dos irmãos alega inocência

Os advogados que estão representando os irmãos Purkote, que são filhos de Viviane Purkote Melo, uma corretora imobiliária de São José dos Pinhais e que concorreu ao cargo de vereadora da cidade em 2016, alegam que os jovens negaram em seu depoimento que tenham participado das agressões. Segundo as informações, eles também negaram que acompanharam Edison no carro, no qual Daniel foi levado para ser assassinado.

Os gêmeos também revelaram que se sentiram ameaçados por Juninho, uma vez que, durante um encontro num shopping, dois dias depois do crime, ele pediu para que eles não revelassem a verdade sobre o que aconteceu naquela manhã de 27 de outubro.

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