O caso do jogador de futebol Daniel ainda tem muitas revelações, dentre elas a que uma testemunha, que é amiga de Allana Brittes e que estava com o atleta na festa de aniversário da moça, afirmou para a Polícia Civil que tanto ela, quanto outros convidados, tiveram que limpar as manchas de sangue que ficaram espalhadas após o crime e outros vestígios depois do espancamento do jogador.

Em depoimento nesta segunda-feira (12), a moça afirma que o colchão da cama do casal foi cortado na parte de cima, onde continha sangue da vítima, e depois queimado junto com documentos do jogador.

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Quem teve que fazer essa limpeza, segundo a moça, foram os convidados presentes na casa da família Brittes durante o ocorrido. Segundo a moça, essa ordem partiu diretamente de Edison Brittes.

A moça afirmou também que não ouviu nenhum pedido de socorro por parte da mãe de Allana. Segundo ela, Cristiana também havia pedido a Allana que ajudasse para que o jogador não fosse morto pelo pai.

A testemunha ainda disse que Edison deu tapas no rosto da mulher, assim que chegou ao quarto, e viu quando o homem segurou o jogador pelo pescoço e, a essa altura, Daniel parecia estar desacordado, pois não falava nada.

Tal testemunha não teve seu nome revelado pela polícia para que sua proteção seja garantida.

O crime

O crime aconteceu no dia 27 de outubro, em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, na casa dos suspeitos do assassinato que, a princípio, apresentaram uma versão diferente da apurada até o momento pela polícia local.

Daniel Correa Freitas, jogador de futebol de 24 anos, esteve presente na festa de aniversário da filha de Edison e Cristiana Brittes, Allana, que estava completando 18 anos.

Segundo testemunhas, o rapaz esteve no local, ficou com uma amiga da aniversariante, que viria a ser uma das testemunhas do caso. Segundo ela, além de se beijarem, conversaram amenidades, como, por exemplo, o fato de ambos terem filhos.

Alguns dos convidados resolveram dar uma "esticadinha" na festa, na casa dos Brittes, e dentre eles estava Daniel.

Já na casa dos suspeitos, o jogador tirou fotos deitado [VIDEO] ao lado de Cristiana e enviou para um grupo de amigos do WhatsApp. Na sequência, cujos detalhes ainda estão sendo apurados pela Polícia Civil, o patriarca da família, Edison Brittes, acompanhado de outras 3 pessoas, Eduardo Henrique da Silva, Ygor King e David Willian da Silva, começaram a espancar o jogador. Os 3 foram ouvidos [VIDEO]e apresentaram versões diferentes da de Edison Brittes, que num primeiro momento confessou o crime, mas disse ter feito em legítima defesa da honra, por ter entrado no quarto depois dos gritos da esposa em uma suposta tentativa de estupro por parte do jogador.

Essa versão já foi desmentida [VIDEO] pelo delegado Amadeu Trevisan, que disse não ter havido tentativa de estupro.