Passadas quase duas semanas do assassinato do jogador Daniel, a Polícia já declarou que vai indiciar ao menos os três integrantes da família Brittes. Edison Brittes, Allana e Cristiana já estão presos temporariamente, sendo que o patriarca assumiu a autoria do crime. A vítima sofreu espancamento e mutilações. Daniel Corrêa era jogador do São Paulo, mas estava emprestado ao São Bento.

O que disseram os suspeitos

O delegado do caso, Amadeu Trevisan, decidiu ouvir o suspeito principal, Edison, ou Juninho Riqueza, por último. O responsável pelo caso ouviu Allana e Cristiana na última segunda-feira (5) e Juninho na última quarta (7).

Allana, em sua oitiva, revelou que, ao ouvir uma confusão, foi até o quarto dos pais e viu seu pai segurando o pescoço de Daniel.

Já Cristiana confirmou que acordou com Daniel em cima de si e gritou por socorro, confirmando a versão de que o jogador tentou estuprá-la.

Já Edison mudou partes de sua versão. Ele disse que não arrombou a porta. Revelou que ao perceber que o quarto estava trancado, foi até a janela e viu Daniel sobre sua esposa. Diante disto, perdeu o controle e avançou no pescoço.

O arrombamento da porta foi feito por outro homem que estava na casa e que também teria ajudado no espancamento. Essa parte também é novidade. Ele incluiu no ato, outros quatro jovens, na faixa de 20 anos. Três deles, inclusive, já foram presos. Juninho disse que estava protegendo os jovens e, inclusive, um deles é filho de políticos de São José dos Pinhais.

O que disseram as testemunhas

Quatro testemunhas importantes convergiram os testemunhos em alguns pontos. O fato de não ter havido arrombamento da porta, não terem ouvido nenhum tipo de grito de Cristiana Brittes e que Edison saiu para comprar bebidas por volta das 8h da manhã do sábado e minutos depois teriam ouvido a confusão.

As oitivas também já haviam revelado que outros quatro homens teriam participado do espancamento e entraram no carro que seguiu para uma plantação de pinus, onde o corpo foi mutilado e abandonado.

Motivação do crime

Segundo os suspeitos, a motivação seria a defesa da honra da família, já que o jogador teria tentado fazer sexo à força com Cristiana. Edison ainda falou que queria humilhar e se vingar do ato do jogador e que, ao ter pedido a cabeça, acabou o punindo de tal forma. Juninho também não quis falar como matou o jogador. No início das investigações, chegou-se a falar que Daniel teria um caso com Cristiana, fato que foi descartado.

Para a polícia, que indiciará os três por homicídio qualificado e coação de testemunhas, o motivo foi torpe e fútil e não houve qualquer tentativa de estupro.

A conclusão teria sido feita pelo delegado Trevisan após a oitivas das duas partes.

O delegado também disse que o suspeito teve tempo de pensar no crime, já que pegou a faca na cozinha (conforme relatos das testemunhas), colocou o jogador desacordado no porta-malas e teve tempo de mutilá-lo.

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