O suspeito que assumiu a autoria do crime, Edison Brittes Júnior, ou Juninho Riqueza, mudou seu depoimento em alguns pontos, mas em algo ele sempre se manteve firme. Ele teria agredido e, posteriormente, matado Daniel Corrêa, jogador de futebol do São Paulo Futebol Clube, emprestado ao São Bento, para preservar a honra de sua família.

Ele continuou afirmando que o jogador tentou abusar de sua esposa, Cristiana Brittes, de 35 anos.

Ele teria escutado gritos de socorro da esposa dentro do quarto e, se deparando com a porta trancada, teria pulado a janela e desencadeado a violência. Essa versão de como ele teve acesso ao quarto, inclusive, foi mudada ao longo das investigações. Na primeira versão, ele afirma que arrombou a porta. Agora, teria entrado pela janela.

Por outro lado, a sua esposa e pivô de todo o imbróglio que ocasionou um dos mais terríveis assassinatos do Brasil, Cristiana Brittes, também confirma que gritou por socorro, mas alterou seu depoimento também, em relação a intervir pela vida do jogador.

Testemunhas ouvidas na última semana afirmaram que apenas ouviram ela dizer à filha para que não deixasse o pai fazer aquilo em casa. Já sua versão diverge das testemunhas, já que no depoimento dado na última terça-feira (6) e obtido pela RecordTV na sexta-feira (9), a Mulher confirma que pediu para que o marido parasse de bater em Daniel Corrêa.

Cristiana muda versão do crime

Em uma parte do documento obtido pela rede de televisão, o texto pode ser observado: "Relata que Junior iniciou as agressões contra Daniel ainda dentro do quarto e a interrogada apenas pedia para ajudarem Daniel", cita a mulher em uma parte do depoimento, alegando que Edison arrombou a porta do quarto, fato que foi negado, posteriormente pelo marido.

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O delegado do caso, Amadeu Trevisan, porém, não acredita mais na família. Ele já revelou que irá indiciar os três, Allana, Cristiana e Edison por homicídio qualificado (ou seja, que possui agravantes ou qualificadoras), além de coação de testemunhas. Também em recente entrevista descartou completamente a hipótese de ouvir novamente Edison Brittes que, segundo ele, já estaria em sua quarta versão do crime e supostamente mudaria a versão a cada nova descoberta das investigações.

Juninho Riqueza e Cristina também tem uma filha menor, de 11 anos, que está na casa dos avós, já que o pai e a mãe estão presos provisoriamente.

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