O caso do jogador Daniel, que ganhou extrema repercussão nacional, evoluiu mais um degrau rumo à resolução do crime. Reportagem transmitida neste domingo (11) pelo programa Fantástico, da Globo, mostrou uma testemunha que corroborou com a versão de Edison, contando que realmente a porta do quarto estaria trancada e o suspeito teria pulado a janela. Por outro lado, a pessoa que deu a entrevista, sem ser identificada, também revelou que não pôde intervir pela vida do jogador, por conta de ter sido ameaçado pelo suspeito, Edison Brittes.

A reportagem também mostrou um vídeo inédito que mostra a família Brittes reunida em um shopping de Curitiba, conversando com outras testemunhas, supostamente combinando o que seria dito à Polícia sobre o crime. A verdade é que, posteriormente, testemunhas revelaram terem sido coagidas pelo suspeito. Nas imagens que foram reveladas no programa deste domingo (11), a família Brittes --Allana, Cristiana e Edison-- aparece em uma mesa da praça de alimentação conversando com outras três pessoas.

As imagens, inclusive, mostram Juninho Riqueza encarando a câmera, mas sem esboçar qualquer reação que demonstrasse algum nervosismo ou comportamento fora do normal.

Em outro momento, o suspeito também recebe uma das supostas testemunhas com um beijo no rosto. O delegado, porém, afirmou na entrevista que deu ao mesmo programa que o ato foi um crime e, inclusive, os suspeitos serão indiciados por tal. Amadeu Trevisan já havia dito que a família seria indiciada, além do homicídio qualificado, também por coação de testemunhas.

"Nesse shopping, o Edison compõe uma história para as testemunhas.

Eles deveriam fechar que o Daniel teria saído de casa pelo portão e não teria voltado. Se esse elo da história fosse rompido, ele saberia qual das testemunhas rompeu o elo", disse Amadeu.

Advogados das duas partes falam do crime

Também na reportagem, os dois advogados, da família e do suspeito falaram. Para Nilton Ribeiro, que representa a família do jogador morto, o jovem era bom, estava embrigado e se deparou com um homem brutal e insensível.

Já Dalledone, advogado do suspeito, revelou que o que o advogado da família de Daniel diz que foi uma brincadeira (o fato de tirar fotos de Cristiana dormindo), o Código Penal enquadra como crime.

O corpo de Daniel foi encontrado com marcas de tortura. Edison, Allana e Cristiana estão presos temporariamente.

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