Dois suspeitos de participarem da brutal morte de Daniel, com requintes de crueldade e tortura, foram ouvidos na última sexta-feira (9) e revelaram detalhes do que viram, já no local onde Daniel foi praticamente degolado e mutilado. O corpo do jogador de 24 anos pertencente ao São Paulo e emprestado ao São Bento estava com marcas de tortura, sem as partes íntimas e com o pescoço cortado em um matagal em São José dos Pinhais.

O delegado do caso, Amadeu Trevisan, fez as oitivas com Ygor King, de 19 anos, e David Willian da Silva, de 18.

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A versão dos dois suspeitos foram convergentes entre si e revelaram detalhes do que aconteceu no dia do crime. Segundo os suspeitos ouvidos, Edison Brittes, ou Juninho Riqueza, era quem ditava as regras de tudo que iria acontecer e se impunha de forma agressiva.

Os rapazes apenas cumpriram as ordens do homem por temerem pela vida e pelas consequências do que poderia acontecer.

Suspeitos coagidos

Na versão dos dois jovens, o espancamento começou mesmo dentro da casa do assassino confesso, por conta de Daniel ter 'mexido' com Cristiana Brittes. Na sequência, Edison coloca o jovem no porta-malas de seu carro e ordena que os dois, em conjunto com Eduardo Henrique da Silva, também entrem no carro para terminarem o serviço. Com receio, os dois jovens cumpriram a ordem.

Ao chegar ao local, entretanto, Edison ordenou que os dois ficassem dentro do veículo e partiu para a parte traseira do veículo Veloster, onde matou e mutilou Daniel. Ele teve a ajuda de Eduardo, que também saiu do carro com ele. Foi Juninho quem carregou o corpo até o matagal e tentou ocultar a faca e as roupas sujas de sangue.

Como Daniel foi morto?

Os jovens dizem ainda que não viram o jogador ser morto, já que Edison, novamente teria coagido-os. Ele disse que se alguém olhasse a execução do crime, o fim deles seria o mesmo.

Como novidade, surgiu o fato de que Juninho jogou as roupas sujas de sangue no mesmo riacho onde jogou a faca. Após isto, seguiu de carro até uma loja, onde pediu que um deles comprasse roupas para ele.

Eduardo ainda não foi ouvido, mas sua oitiva está prevista para o início da próxima semana. No depoimento de Edison Brittes, ele preferiu não dar detalhes de como matou Daniel e pediu para aguardar a perícia no corpo, para falar sobre os fatos concretos. Os jovens estão presos provisoriamente.

O delegado do caso também disse que não ouvirá Edison novamente. Aliás, na visão de Amadeu, a família mente e diz que a cada testemunha e a cada evolução das investigações, o empresário muda sua versão. Também revelou que ele já estaria na quarta versão diferente do crime.

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